Após denúncias do caso Odebrecht, presidente do Peru diz que não renunciará

Ele negou ter recebido pagamentos ilegais da construtora brasileira

Por O Dia

Peru - O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski negou, nesta quinta-feira, ter recebidos pagamentos ilegais da construtora brasileira Odebrecht. Ele é acusado de ter envolvimento com os esquemas de corrupção da construtora. Logo após a divulgação do caso, a oposição passou a fazer pressão para a renúncia do presidente, que declarou que não renunciará ao cargo.

presidente do Peru%2C Pedro Pablo KuczynskiAFP

"Não vou abdicar nem da minha honra, nem dos meus valores, nem das minhas responsabilidades como presidente. Nos custou muito recuperar a democracia, não vamos voltar a perdê-la", disse o governante em pronunciamento em rede nacional, cercado de seus ministros.

Kuczynski também afirmou que pedirá para as autoridades judiciais do seu país que levantem seu sigilo bancário e que vai colaborar com as investigações do Congresso e da Justiça peruana.

Sede da construtora Odebrecht em São Paulo Divulgação

Na última quarta-feira, a Odebrecht reconheceu que pagou quase 5 milhões de dólares por assessorias de empresas vinculadas a ele entre 2004 e 2013. Durante esse período, Kuczynski foi ministro da Economia e também presidente do Conselho de Ministros do mandatário Alejandro Toledo (2001 - 2006), a quem a Odebrecht garante que pagou 20 milhões de dólares em troca da concessão de uma rodovia.

Em novembro, Kuczynski tinha negado os vínculos com a construtora brasileira, depois que o ex-diretor-executivo da empresa, Marcelo Odebrecht, disse aos promotores peruanos que o contratou para uma consultoria privada.

Com informações da AFP


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