Por marta.valim
"A tecnologia já é usada para rastreamento de pacotes. Trazemos agora a aplicação para eventos", diz Antonio Bindi, Sócio da PasseVIPFaya Neto/ Divulgação

De olho no mercado brasileiro de eventos, a inglesa ID&C — de pulseiras e credenciais para eventos ao vivo — e a brasileira PasseVIP — uma das maiores fornecedoras de pulseiras de identificação do país — fecharam parceria para trazer para a América do Sul a tecnologia de pulseiras de RFID (Radio Frequency Identification), um sistema de identificação por rádio frequência.

“A tecnologia já existe para, por exemplo, o rastreamento de pacotes em estoques. Trazemos agora a aplicação para eventos. Nela, um chip de alta frequência interage com um leitor, e há troca dados entre o sistema e a pulseira. Ao invés de apenas ter um código de barras, há um identificador criptografado”, explica um dos sócios da PasseVIP, Antonio Bindi.

O histórico de grandes eventos, principalmente musicais, além da Copa e das Olimpíadas, fez com que o ID&C escolhesse o Brasil como porta de entrada na América do Sul. “O país tem uma economia em expansão e é visto como bom para introdução de novas tecnologias”, avaliou a empresa.

Segundo Bindi, a tecnologia tem três aplicações principais em eventos, dentre elas o controle de acesso mais eficiente. “É possível ter dados como nome, idade e Facebook, o que permite um atendimento mais personalizado”, ressalta. Em 2013, 40 mil pulseiras da área VIP do Rock in Rio receberam o RFID, em um teste para implantação da tecnologia no Brasil.

As pulseiras podem ser utilizadas ainda como um cartão pré-pago, ou seja, o usuário carrega um valor e depois consegue pagar seu consumo apenas aproximando a pulseira de um leitor, o que diminui as filas e acaba com a utilização das fichas. Experiência do ID&C no festival Lollapalooza da Inglaterra mostrou um crescimento de 20% no tíquete-médio de consumo dos visitantes, com o uso da tecnologia. “Esse aumento se dá não só pela conveniência, mas também pelas compras por impulso. Estamos negodicandoa utilização da tecnologia no próximo Rock in Rio, com a devolução do saldo no fim do evento”, adianta Bindi.

Uma terceira aplicação é a interação com as redes sociais, em que basta encostar a pulseira em um leitor de um estande para que uma foto, por exemplo, seja postada no Facebook. “O potencial de viralização é enorme. No Lollapalooza inglês, foram duas milhões de visualizações de publicações feitas no evento”, justifica Bindi.

“Além disso, as pulseiras guardam informações personalizadas dos hábitos de consumo do público. Isso pode ser muito bom para algumas marcas”, completa o executivo, acrescentando ainda que o aumento do custo com a pulseira é compensado pelo maior consumo e pela diminuição de outros gastos, como impressão de tíquetes.

Fundada em 2003, a PasseVIP vem crescendo 28% ao ano desde sua criação. Por conta da Copa e dos eventos agregados, a expectativa é ainda maior em 2014, girando em torno dos 35%. “Além das pulseiras, fornecemos credenciais, crachás, ingressos, tíquetes de bar, entre outras coisas”, explica o sócio da empresa.

Além do Rock in Rio, a PasseVIP já atuou em eventos como o TIM Festival, o Réveillon de Copacabana, a Jornada Mundial da Juventude, os Jogos Panamericanos, Carnavais do Rio, Recife e Salvador; e tem como cliente a Rede D’or. “Noventa por cento do que fazemos são pulseiras. Mas, no geral, oferecemos diversos produtos ao mesmo cliente”, finaliza Bindi.

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