Por monica.lima

Faltando poucos dias para a Copa do Mundo, a Nike acirra ainda mais a disputa de marketing travada com a Adidas, patrocinadora oficial do evento. Dentro das quatro linhas, a aposta é o patrocínio ao maior número de seleções e jogadores, que colocam suas chuteiras — Magista e Mercurial — em campo.

Dos 32 times que vão circular pelos estádios brasileiros, dez são patrocinados pela empresa americana: Brasil, Portugal, Inglaterra, França, Holanda, Croácia, Grécia, Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul. A rival Adidas tem nove (Argentina, Espanha, Alemanha, Rússia, Bósnia, Colômbia, México, Japão e Nigéria) e a Puma oito (Itália, Uruguai, Chile, Suíça, Costa do Marfim, Camarões, Gana e Argélia). Bélgica, Equador, Costa Rica, Honduras e Irã são patrocinadas por Burdda Sport, Marathon, Lotto, Joma e Uhlsport, respectivamente.

"A estratégia está baseada em três pilares: inovação em produto, o maior número de seleções e parcerias com atletas. Não é uma guerra, mas quando a gente entra no jogo, entra para ganhar”, diz o diretor de Comunicação da Nike, Alexandre AlfredoAlessandro Costa / Agência O Dia

A Nike possui ainda parcerias com 14 dos 23 convocados por Luiz Felipe Scolari, técnico da Seleção Brasileira. Entre eles o craque Neymar e os zagueiros Thiago Silva e David Luiz, além de contratos com dez dos jogadores mais famosos de outros países, como Cristiano Ronaldo.

“Nossa estratégia está baseada em três pilares: inovação em produto; ter o maior número de seleções, hoje a gente patrocina dez, muitas delas com chance de ganhar o Mundial; e parcerias com os melhores atletas, porque precisamos do retorno deles para desenvolver os melhores produtos. Não é uma guerra, mas quando a gente entra no jogo, entra para ganhar”, diz o diretor de comunicação da Nike do Brasil, Alexandre Alfredo.

A empresa, que ingressou no futebol há 20 anos, na Copa do Mundo dos Estados Unidos, está montando seu esquema tático para o Mundial no Brasil desde 2010. A expectativa é ver suas vendas da “camisa canarinho” subirem entre 30% e 40% este ano. No entanto, garante Alfredo, o evento impulsiona a comercialuzação de outros produtos ligados ao esporte.

“Não foi à toa que abrimos no país a primeira loja do mundo exclusiva para futebol, em Copacabana, no Rio. São 600 produtos em três andares”, ressalta. A receita anual gerada pela operação brasileira — terceira maior, perdendo apenas para EUA e China — gira em torno de US$ 1 bilhão.

Fora do campo, a nova aposta da marca é a Casa Fenomenal, que será aberta ao público em 07 de junho. No local, além de participarem de espaços interativos, os visitantes podem assistir a shows de nomes como Ivete Sangalo e Thiaguinho.

“A Casa Fenomenal demonstra o compromisso da Nike com o futebol, com o Brasil e, principalmente com o Rio de Janeiro. Queremos proporcionar aos visitantes experiências inesquecíveis, já que vivemos um momento único da história do futebol”, destaca o vice-presidente de marketing da Nike do Brasil, Henry Rabello.

O público-alvo são os jovens. Segundo Alfredo, a Nike é a marca mais lembrada por este público nos dois eventos que o Brasil vai sediar (Copa do Mundo este ano e Olimpíadas, em 2016). “E a gente só patrocina um deles”, brinca. “A conexão com o jovem é muito importante. A gente procura sempre ouvi-los e proporcionar experiências como esta casa”.

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