Esportes se transformam em conteúdos de mídia imprescindíveis

Recentemente, ex-CEO da Microsoft, Steve Ballmer, comprou a equipe de basquete Los Angeles Clippers

Por douglas.nunes

Para comissários de ligas e proprietários de times, como o ex-CEO da Microsoft Corp., Steve Ballmer, que decidiu comprar a equipe de basquete Los Angeles Clippers, por US$ 2 bilhões, cifra recorde para a NBA, o desafio é transformar esse poder em lucros. “Se você observar, em muitos times que mudaram de dono, o fluxo de caixa predominante de todas essas ligas esportivas é a receita com mídia”, disse Rolapp.

Já não é só a televisão, que historicamente tem sido o principal método da transmissão esportiva.

“Observamos que o espaço digital, as redes sociais e os eventos de streaming, conteúdos em outros formatos, estão aumentando de modo abrupto em termos de crescimento, e isso fez com que os esportes e suas franquias se tornassem mais valiosos”, disse Gary Bettman, comissário da National Hockey League, quem no ano passado assinou um contrato de US$ 4,9 bilhões, por 12 anos, com a Rogers Communications Inc. A oferta da Rogers pelos direitos exclusivos de transmissão no Canadá superou a da BCE Inc.

Domínio da NFL

Atualmente, nenhuma liga vale mais do que a NFL, que gera cerca de US$ 10 bilhões em receita anual. Quase metade dessa cifra deriva dos contratos de mídia e transmissão com a Fox, a NBC, a CBS e a ESPN, unidade da Walt Disney Co. Todas as redes estão dispostas a pagar generosamente por eventos esportivos ao vivo, um dos poucos conteúdos à prova de DVR que podem atrair uma grande audiência. Os jogos da NFL equivaleram a 34 dos 35 programas mais assistidos na temporada do terceiro trimestre, e o Super Bowl atraiu o recorde de 112,2 milhões de pessoas.

Além dos eventos ao vivo, os torcedores têm um apetite voraz por conteúdos ligados aos jogos, como estatísticas e vídeos, disse Don Cornwell, diretor de gestão da Morgan Stanley, que está gerenciando a venda dos Buffalo Bills, time da NFL, para o patrimônio do falecido Ralph Wilson. Cornwell disse que os anunciantes aproveitarão a capacidade que os esportes têm para congregar o público, especialmente na cobiçada coorte de homens de 18 anos a 34 anos.

Outro aspecto positivo para as ligas, os times e os proprietários é a crescente lista de distribuidores de conteúdos esportivos. Além de empresas tradicionais, como a ESPN, o site de vídeos YouTube Inc., unidade da Google Inc., o serviço de assinatura por internet Netflix Inc. e a Amazon.com Inc. estão prontos para se tornarem importantes fornecedores de esportes, incluindo de jogos ao vivo das principais ligas, disse Rolapp da NFL, que todos os anos viaja ao Vale do Silício para se reunir com executivos.

A visão de Silver

O comissário da NBA Adam Silver compartilha a visão do seu predecessor, David Stern, e utiliza a tecnologia para incentivar o crescimento da receita. A NBA obteve cerca de US$ 5,5 bilhões em receita na última temporada, e seu contrato nacional de transmissão, que inclui ativos digitais, expira após a temporada 2015-2016.

O desafio final, disse Silver, é replicar a experiência na quadra para a grande maioria dos torcedores que nunca pisou em um estádio da NBA.

“A mídia é a principal oportunidade escalável”, disse Silver.

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