Por bruno.dutra

Rio - De olho no gosto do brasileiro por navegar na internet — ficamos, em média, 29,7 horas por mês conectados em comparação com a média mundial de 22,7 horas — e por interagir em redes sociais como Facebook e Twitter, o LinkedIn, rede profissional com mais de 300 milhões de usuários no planeta vem buscando soluções para manter conectados por mais tempo e com mais engajamento — postagens e comentários — seus 18 milhões de participantes por aqui. Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor geral do LinkedIn para a América Latina, diz que uma das apostas para reter o usuário foi a criação dos microblogs pessoais, há dois meses.

“A nova plataforma de publicação é mais um recurso para incentivar a troca de conhecimento profissional e o consumo de conteúdo. Ela permite que todo usuário publique um texto longo e possa ser seguido por pessoas que não sejam suas conexões diretas. Isso faz com que ele amplie a sua rede e a sua comunidade”, diz ele, que admite ser este o maior desafio no país. “Aumentar o engajamento é um desafio. Mas pouco a pouco notamos uma diferença no comportamento dos brasileiros, que passam a entender o valor do conteúdo disponível. Quando pesquisamos as razões para um brasileiro estar no LinkedIn, ‘procurar emprego’ está na quarta posição. As primeiras são conectar-se com outros profissionais, estar atualizado sobre as novidades da indústria e aprender mais sobre as empresas”, continua ele.

O Brasil, segundo Oliveira, é um mercado de alto crescimento para o LinkedIn e com grandes possibilidades de expansão tanto na área de Soluções de Talentos, que reúne produtos e serviços como recrutamento de profissionais e postagem de vagas, como na de Soluções de Marketing, por meio de ações e campanhas publicitárias de empresas. Tanto que o país abriga o escritório do LinkedIn para a América Latina. A região tem 45 milhões de usuários da rede.

“Em menos de três anos de operação, já temos aproximadamente mil empresas clientes no país, considerando todo o portfólio que oferecemos”, afirma o executivo.

As ações de marketing e publicidade representam 20% do faturamento global do LinkedIn, que foi de US$ 534 milhões no segundo trimestre de 2014. O restante está dividido entre Soluções de Talentos (60%) e Assinaturas Premium (20%). Pesquisas realizadas pela rede profissional mostram que um terço dos usuários brasileiros vê as informações de empresas no LinkedIn como confiáveis na hora de tomar decisões de compra. Estes usuários enxergam que uma marca exposta no LinkedIn é atualizada e consciente.

“Foi pensando nestes resultados que lançamos recentemente uma nova funcionalidade para complementar as páginas patrocinadas que estão dentro das Soluções de Marketing. Chamamos de Conteúdo Patrocinado Direto, que permite que empresas publiquem suas mensagens no feed de notícias do usuário, com um design que não polui o feed”, garante ele.

E, como fazer networking é a primeira razão do internauta brasileiro para se cadastrar no LinkedIn, um dos produtos que começa a ganhar seguidores no Brasil é chamado de “Influenciadores”. São mais de 500 pessoas escolhidas por um conselho editorial do LinkedIn.

“Os Influenciadores publicam conteúdo exclusivo para o LinkedIn e, de tempos em tempos, sugerimos um tema específico para que eles reflitam. Os usuários podem seguir tanto os influenciadores, como os canais de notícias, em que os posts são agrupados por assunto. O conteúdo é visualizado pela maior parte dos usuários no começo da manhã. As três indústrias que mais seguem os influenciadores são marketing, TI e serviços financeiros”, completa Oliveira.

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