F.biz troca o digital pela comunicação integrada

Agência brasileira do Grupo WPP foca agora na integração dos mundos online e offline para dobrar suas receitas até 2017 e expandir seu faturamento em 15% já neste ano

Por O Dia

As várias telas utilizadas pelo brasileiro na hora de se informar, interagir e se divertir ainda são um desafio para o mercado publicitário brasileiro. De olho nisso, a agência brasileira F.biz foca na comunicação integrada — em que não há distinção entre os universos online e offline — para sustentar sua previsão de faturamento de R$ 300 milhões para este ano — alta de 15% ante 2013 — e ainda dobrar suas receitas até 2017.

“A separação entre o offline e o online não faz mais sentido para as marcas porque os consumidores não se separam mais, são multitela”, diz o CCO da F.biz, Guilherme Jahara, que chegou à agência há apenas nove meses e já levou nomes como Antônio Nogueira “Mega” (ex-Talent), Marcelo Siqueira (ex-DM9DDB) e Gregory Kickow (ex-Loducca).

“A comunicação integrada olha, no final das contas, para o consumidor, para seu comportamento. É uma comunicação que se preocupa muito mais com a mensagem do que com o meio”, completa ele. Apesar da ambição de trazer novos clientes para a F.biz, o foco é também crescer nos clientes que a agência já tem, mantendo uma média de 15.

A migração de uma agência originalmente digital para a comunicação integrada, explica o executivo, não foi uma exigência do Grupo WPP — que adquiriu 70% da agência em 2011 — e sim uma necessidade deste “novo” mercado.

A chegada de novos clientes para as contas que chama de “full service”, garante Jahara, indicam que a F.biz está no caminho certo. A agência atende atualmente neste modelo a Pernod Ricard (com as marcas Absolut, Chivas, Jameson e Orloff), Saraiva e Porto Seguro Serviços Avulsos. Para outras, como Unilever, HSBC, Motorola e Netshoes, o atendimento ainda foca no universo online.

“As marcas estão mudando. Ainda tem muita gente com dúvidas ou alguma resistência de fazer uma migração de outros meios para a internet. Mas a verdade é que ninguém deve fazer uma migração total. É preciso olhar o budget anual com um pouco mais de abertura e ver o que é melhor para o anunciante”, diz o CCO da F.biz.

O próximo passo é aproveitar as oportunidades abertas com o crescimento da penetração dos dispositivos móveis no país. “O Brasil está no radar da maioria das marcas globais, mas elas têm que olhar para o tipo de crescimento e o comportamento do brasileiro. Apesar da expansão da internet, a televisão continua a ter grande importância por aqui. As agências têm que saber fazer o mix entre as campanhas globais e locais, de acordo com as necessidades do cliente”, diz Jahara.

Segundo ele, o surgimento de novas agências no país ainda não é um problema. “Para grandes anunciantes, o mercado ainda mantém certa concentração, apesar de termos muitas agências.Há ainda espaço para novas entrantes”, finaliza.

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