Por bruno.dutra

São Paulo - Em meio ao ritmo cada vez mais acelerado do cotidiano, muitas pessoas não percebem que não aproveitam os momentos que realmente valem a pena. Esse é o ponto de partida da nova campanha da Claro, que explora como a tecnologia — e, obviamente, os planos e serviços da operadora — pode ajudar o consumidor a mudar esse cenário. Criada pela Ogilvy, a ação apresenta o reposicionamento da marca, sob o mote “É você quem faz o agora” e define um novo tom nos esforços de marketing da operadora.

Com inserções em TV, mídia impressa e mídia digital, a campanha é fruto de um trabalho de onze meses, que envolveu pesquisas com funcionários e consumidores. “As campanhas da Claro sempre foram focadas em aspectos racionais. Com esse novo posicionamento, estamos investindo em um apelo muito mais emocional. Não se trata apenas de entregar um produto. Precisamos nos aproximar do consumidor”, afirmou Carlos Zenteno, presidente da Claro, em evento realizado em São Paulo.

Zenteno destacou que após a integração dos negócios da América Móvil no Brasil — que incluem ainda a NET e a Embratel —, cada marca continuará a manter um posicionamento independente, apesar das sinergias e de eventuais ações em conjunto, especialmente no que diz respeito às ofertas de telefonia móvel, um elemento comum ao portfólio das três companhias, e dos pacotes que reúnem banda larga fixa, telefonia móvel, telefonia fixa e TV por assinatura. Na divisão das operações, enquanto Claro e NET estarão voltadas ao consumidor final, a Embratel será mais focada no mercado corporativo.

Sob o ponto de vista operacional, as três empresas passarão a atuar como unidades de negócios na nova companhia, com a manutenção dos presidentes à frente de suas respectivas áreas. Além de Zenteno, o modelo inclui José Formoso, da Embratel, e José Félix, da NET. Com previsão de conclusão em dezembro, o processo de integração envolve ainda a criação de um conselho de administração, que reunirá os três executivos e outras lideranças da América Móvil, entre eles, Daniel Hajj, executivo-chefe do grupo mexicano. Zenteno acrescentou que a nova empresa irá operar como uma companhia pública e cumprirá todas as regulações do mercado. Uma oferta pública de ações, no entanto, está descartada nesse primeiro momento.

Ele também reafirmou o plano da América Móvil de manter em 2015 um patamar de investimentos próximo ao montante aportado no mercado local em 2014, de cerca de R$ 10 bilhões. O executivo ressaltou que a reeleição de Dilma Rousseff não traz nenhum impacto para o planejamento do grupo mexicano. “Nossos planos de crescimento são de longo prazo. O horizonte é muito positivo e otimista”.

O novo plano de aportes previsto para o país ainda não inclui os gastos previstos com o lote adquirido no leilão de 700 MHz, bem como o montante que deverá ser investido na limpeza da frequência, hoje ocupada pelo sinal de TV aberta. A soma das duas cifras é de cerca de R$ 2,9 bilhões. A Claro ainda avalia se fará o pagamento desse valor à vista ou por meio de parcelamento, modelo previsto no edital.

Zenteno afirmou também que o plano da Claro em 2015 é estender sua cobertura de 4G — hoje de 93 municípios, em sua maioria acima de 300 mil habitantes —, para as cidades acima de 100 mil habitantes. Em outra frente, o executivo pleiteou a liberação de uso da frequência de 700 MHz já em 2015, em casos específicos. “Existem cidades de menor porte, especialmente nas áreas rurais, nas quais as frequências não estão sendo usadas, que poderiam começar a usufruir desse serviço”, observou.

Durante o evento, a Claro anunciou ainda que irá lançar em novembro uma parceria exclusiva com a Apple. Com o acordo, os clientes da operadora poderão adquirir o iPhone em 24 parcelas, com um seguro contra perda, roubo e furto incluído nas prestações. A parceria também estabelece que esse mesmo aparelho poderá ser usado como parte do pagamento de cada novo modelo do iPhone lançado no Brasil, sob as mesmas condições de parcelamento.

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