Por monica.lima

Com vendas que devem chegar a 50 mil unidades no final deste ano, o segmento de bicicletas elétricas no Brasil vem ganhando espaço e desperta o interesse de outros setores, caso das montadoras de automóveis, que estão investindo em linhas próprias. O país tem hoje 40 empresas que importam as magrelas a motor para o Brasil. Poucas têm lojas físicas e a maioria revende para as cerca de dez mil lojas especializadas nestes produtos no país. O segmento, que é classificado como “veículo verde” pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), ganhou até espaço no Salão do Automóvel, que abre as portas hoje para o público.

Um destaque do estande da ABVE no Salão é a empresa mineira Sense Bike. Caio Ribeiro, executivo de vendas da empresa, diz que, com a abertura da fábrica da companhia em Manaus, em julho, a produção de bicicletas elétricas da marca este ano será de 500 unidades ao mês. O preço sugerido ao consumidor é de R$ 3.490.

“Na nossa fábrica, fazemos a montagem das bicicletas elétricas. Parte dos componentes, como pneus, pedais e aros, encontramos no Brasil. Mas os itens como bateria, motor e outras peças que exigem tecnologia são importadas da China. Todas as empresas que atuam neste mercado no Brasil precisam importar estes produtos porque não temos empresas que atendam a essa necessidade”, diz ele, que espera, em 2015, vender oito mil unidades de suas bicicletas, a partir da chegada em revendas no interior do país. A Sense tem duas lojas conceito em São Paulo, estado campeão de vendas, e distribui os três modelos disponíveis da marca em lojas especializadas no país.

Alexandre Almeida, dono da Biobike e representante da ABVE, afirma que ainda são poucas as lojas próprias para venda de bicicletas elétrica.

“Umas cinco ou seis no país. As bicicletas elétricas são voltadas para o consumidor das classes A e B. O preço ainda é alto, o que não justifica a abertura de lojas físicas. E ainda permanecerá assim por muito tempo, já que somente de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), a carga é de 35% para as bicicletas elétricas”, diz ele. No total, o peso dos tributos sobre o produto pode chegar a 45%.

As bicicletas elétricas invadiram também os estandes de grandes montadoras nesta edição do Salão do Automóvel, que vai até 9 de novembro. A Peugeot, além dos 14 veículos que estarão expostos em seu mega estande de 1.788 metros quadrados, traz também a bicicleta elétrica AE21, que vem como sugestão de acessório da nova linha 208 Urb da marca. A ideia é passar o conceito completo de mobilidade, levando a Peugeot para do asfalto para a ciclovia. Em breve nas concessionárias

Apenas para dar um gostinho aos admiradores da Ford, a marca também apresentou seu modelo de bicicleta elétrica em seu estande no Salão do Automóvel. O modelo foi desenvolvido pela equipe de engenheiros e designers da marca e, segundo a montadora, ainda não há previsão para entrada em produção para vendas.

Já a Volkswagen ainda estuda o lançamento de uma bicicleta elétrica. Enquanto isso não acontece, apresentou também no Salão seu modelo convencional, estilo mountain bike, com preços que variam de R$ 6 mil a R$ 9 mil. Segundo Daniel Morrone, gerente executivo de Pós-Vendas da Volkswagen do Brasil, o produto faz parte da linha de conveniência da montadora e pode ser comprado separadamente.

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