Novos ventos marcam a retomada da marca Spirit

Marca carioca de ventiladores de teto com design criado por Guto Índio da Costa é comprada e planeja fabricar 100 mil unidades por ano

Por O Dia

Uma das criações mais conhecidas de Guto Índio da Costa, a marca carioca de ventiladores de teto Spirit, desenvolvida pelo designer no começo dos anos 2000 e comprada na época pela rede varejista Casa&Vídeo, quase deixou de existir. A pior crise foi há dois anos, quando a dona da marca, a Brizair, enfrentava uma disputa judicial com um de seus fornecedores para a produção dos conhecidos ventiladores de duas pás, deixando o produto fora dos pontos de venda neste período.

O processo de retomada começou neste ano, com a negociação da compra da Brizair por Daniel Rocha, empresário que está concluindo o processo de compra de 100% da companhia. À frente da presidência da dona da Spirit há três meses, Rocha já tem metas traçadas para a marca: fabricar 100 mil unidades por ano a partir de 2015 e ampliar a linha de produtos.

“Tenho uma relação muito próxima com esta marca. Quando a rede Casa&Vídeo comprou o projeto do Spirit de Guto Índio da Costa, eu era comprador da varejista, na área de ventilação. A rede montou uma estrutura própria, comprou maquinário e contratou fabricantes terceirizados para ter a exclusividade da marca. Ficaram com o projeto até 2008, quando venderam para Paulo Sampaio, que era o principal acionista da Brizair. Mas depois de alguns entraves com fornecedoras parceiros, a Brizair passou a ter problemas para seguir mantendo a linha de produção há dois anos. Chegaram a perder os ativos, recuperados no começo deste ano. Foi quando decidi a investir na compra da empresa e recuperar a marca Spirit”, conta o executivo.

Sem revelar valores da negociação da marca, ele diz que o objetivo para o ano que vem é chegar a um faturamento de R$ 20 milhões. Os fabricantes parceiros são do interior de São Paulo e de Minas Gerais.Além dos modelos tradicionais, será lançada uma linha licenciada com estampas dos pintores Romero Brito, Frida Khalo e Gustavo Rosa.

Ainda restrita ao mercado fluminense, com vendas na Casa&Vídeo e em outras redes de grande porte como Leroy Merlin, a marca também poderá ser adquirida em todo o Brasil por um site de venda direta que entra no ar em meados de dezembro.

“Vamos abrir mais negociações com varejistas. E ampliar nossa linha de produtos de climatização. No futuro, queremos ter condicionadores de ar split, novos ventiladores, usando a cor e estampas variadas como opção ao tradicional preto e branco de produtos desta categoria. Vamos abrir linhas de importação também e uma série de eletroportáteis não está descartada”, afirma o executivo.

Segundo ele, o mercado de ventiladores de design é muito desabastecido e carente de novidades.
“Com isso, a Spirit ainda é vista como inovadora depois de 15 anos de sua criação. Por esse motivo, a meta em 2015 é consolidar a marca. Mesmo sendo um produto mais caro — entre R$ 299 e R$ 349 — temos certeza que a aceitação continuará sendo boa, nas classes C, B e A”, aposta Rocha.

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