Por parroyo
O Citigroup, em meio a um processo de saída do mercado de varejo em alguns mercados internacionais, obteve um magro lucro no quarto trimestre depois de registrar despesas de US$ 3,5 bilhões para resolver demandas legais e reestruturar operações.
Os encargos totais alcançaram a cifra projetada pelo presidente-executivo Mike Corbat em dezembro, mas os ganhos ficaram aquém das expectativas do mercado e as ações do banco caíam 2,85% às 14h05 (horário de Brasília).
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O lucro líquido ajustado do banco caiu para US$ 346 milhões no trimestre, ou US$ 0,06 por ação, ante US$ 2,60 bilhões, ou US$ 0,82 por papel, um ano antes, disse o terceiro maior banco dos Estados Unidos em ativos nesta quinta-feira.
Em média, analistas esperavam lucro de US$ 0,09 por ação, incluindo encargos, segundo a Thomson Reuters. A receita ajustada caiu 0,8%, em grande parte devido ao dólar forte e resultados mais fracos de negociações de renda fixa. O Citi é o mais internacional dos grandes bancos norte-americanos, com cerca de metade de seus negócios vindo de fora.
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"Embora tenhamos tomado algumas decisões difíceis,  eu acredito que elas nos permitiram colocar nossa franquia em uma posição para ter sucesso em 2015", disse Corbat em um comunicado.
Com os mercados de renda fixa permanecendo difíceis, a previsão do Citi de um declínio de 5% na receita nos mercados no trimestre se transformou em uma queda de 16%. JPMorgan Chase & Co e Bank of America também relataram declínios em suas receitas de renda fixa.
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A receita com banco de varejo subiu 3% em uma base constante em dólares, refletindo a força do negócio norte-americano do Citi, bem como ganhos extraordinários com venda de empréstimos hipotecários.
O Citi assumiu encargos de reposicionamento de quase US$ 3,4 bilhões desde que Corbat se tornou CEO em outubro de 2012, incluindo os custos para o encerramento ou a venda de operações de varejo em 16 países. As despesas operacionais ajustadas aumentaram 21%.
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Os mais recentes problemas legais do banco decorrem de investigações do governo sobre suposta manipulação do mercado de câmbio e das taxas de juros Libor, bem como negligência com as regras de lavagem de dinheiro. A empresa ainda enfrenta outras possíveis ações por parte do Departamento de Justiça dos EUA e do Federal Reserve, o banco central norte-americano.