Agência de publicidade cresce ao fugir de práticas tradicionais

Com ações que podem envolver trucks, aulas de dança e propagandas em mídias como bolachas de chope, Jokerman Non-Traditional Media aumentou sua receita em 65% em 2014

Por O Dia

Na época dos likes, dos compartilhamentos e dos vídeos online, a agência Jokerman Non-Traditional Media rema contra a maré e cria ações de mídias não tradicionais para engajamento de marcas, que envolvem trucks, totens e máquinas de venda e promoções. Mas também outras mídias menos complexas, como bolachas de chope e cabeceiras de poltronas de ônibus. Só no ano passado, a agência registrou um crescimento de 65% na sua receita, e a perspectiva é continuar a expansão em 2015.

“O live marketing ainda tem grande potencial para crescer no Brasil. O pedido médio, que é o valor dos trabalhos feitos para cada cliente, tem crescido. Quando fazíamos cartões postais, tínhamos um número maior de clientes, mas hoje, como fazemos soluções integradas, os valores de cada trabalho são maiores”, diz o sócio-diretor da Jokerman, Pedro Rovai.

Criada há 15 anos, a agência começou produzindo cartões postais com publicidades, que ficaram conhecidos como “mikas”, mas há três anos passou a oferecer soluções mais completas e pensadas de acordo com o perfil de cada marca e de seus clientes. “As ações acabam sendo mais assertivas, porque procuramos fazer algo que faz sentido para um determinado público. Mas não existe receita de bolo. As ações podem até se repetir, mas temos um número infinito de opções”, ressalta o executivo.

Recentemente, a agência criou uma barbearia móvel para a Bozzano, aproveitando a onda dos food trucks. A ação percorreu mais de 20 cidades, de sete estados brasileiros, e levou barbeiros profissionais, que utilizavam os produtos da marca nos seus serviços, oferecidos de graça. Também nessa linha, o Social Truck Seara percorreu diversas academias levando lanches para que as pessoas pudessem provar os produtos da marca.

“As marcas já procuram mais as ações em mídias não tradicionais, porque as experiências oferecidas são mais completas do que simplesmente assistir a um comercial de 30 segundos, por exemplo. O que não quer dizer que as empresas não têm que investir nas mídias tradicionais”, explica Rovai.

“As pessoas estão cada vez mais fora de casa, e buscamos criar ações justamente para esses momentos. A integração entre o real e o virtual é muito positiva. O virtual é uma forma de potencializar uma ação real”, completa ele, explicando que uma ação, mesmo que criada fora desse ambiente, pode ser compartilhada e revisitada inúmeras vezes na internet.

A Jokerman ainda desenvolveu para a Sony uma máquina com garras — como aquelas que pegam bichos de pelúcia —, que “pescava” prêmios, depois de o cliente responder um quiz em uma tela touch screem; e aulas patrocinadas de zumba em 12 parques do Brasil, para a Monange.

Atualmente, conta Rovai, a Jokerman, com sede em São Paulo e escritório regionais em Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG) e Belém (PA), trabalha diretamente com diversas marcas, mas não dispensa os contatos feitos através das agências de propaganda, que continuam mais voltadas para as mídias tradicionais. Ao todo, cerca de 60 profissionais ajudam no desenvolvimento dos trabalhos da agência, nas diferentes etapas de criação.

“A divulgação da agência envolve algumas frentes, como o boca a boca, em que um cliente que gostou de algo que fizemos recomenda para outra marca do mesmo grupo, mas também estamos em veículos especializados. Já temos 15 anos de trabalho e o mercado nos conhece. Muitos ainda nos ligam apenas aos cartões postais, mas ampliamos a nossa oferta”, finaliza o executivo.

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