Por monica.lima
Publicado 16/03/2015 14:14 | Atualizado 16/03/2015 14:19

Rio - Produzidos exclusivamente no mercado chinês, os contêineres estão cada vez mais sendo utilizados por empresas brasileiras para além de sua principal finalidade, que é o transporte de carga marítima. Segundo dados da Câmara Brasileira de Contêineres (CBC), em todo o mundo mais de três milhões de unidades foram transformadas em escritórios, lojas, hotéis e residências nos últimos anos.

“O reaproveitamento de contêineres que saem da carga para outros fins vem crescendo no Brasil e agora surge por aqui a produção de residências, com o apoio de arquitetos, uma alternativa de moradia que já é comum em outros países. Os contêineres estão chegando a esse mercado de transformação cada vez mais novos, com tempo médio de uso de cinco anos. Isso porque o custo de um contêiner para uso marítimo está em US$ 2 mil, em média, para uma unidade de 20 pés. Cinco anos depois, os armadores vendem por um preço médio de US$ 800 a unidade”, diz Silvio Campos, presidente da CBC e dono da Brasteiner, empresa que transforma contêineres em módulos para eventos, canteiros de obras e projetos especiais.

Cada contêiner tem aproximadamente 14 metros quadrados e para o uso residencial ou de hotelaria, pode acomodar um quarto de casal ou até quatro pessoas, pensando em um modelo de hostel, por exemplo. Campos diz que um módulo suíte pronto, com ar condicionado, isolamento acústico, janela, iluminação e banheiro, custa entre R$ 10 mil e R$ 12 mil.

No mercado desde 1962, a Belmetal, distribuidora de produtos manufaturados e semimanufaturados de alumínio, que atende ao segmento da construção civil, resolveu investir no mercado de transformação de contêineres. A empresa, que também possui unidade fabril própria, instalada no município de Sorocaba, interior de São Paulo, está fornecendo chapas e esquadrias de alumínio para vedação de projetos de edificação em contêineres. O mais recente trabalho foi do Tetris Container Hostel, um projeto ousado que utilizou 15 contêineres, com 498m² de área construída num espaço total de 1.020m², localizado em Foz do Iguaçu.

Claudia Rodrigues, gerente comercial da NHJ, que atua com venda e locação de contêineres marítimos reformados após o descarte pela indústria naval, teve grande crescimento recentemente, sobretudo em função do boom da construção civil e de obras de infraestrutura, com contêineres sendo usados com escritórios, banheiros, vestiários etc.

“Há ainda pequenos projetos de lojas, cafeterias, bares, entre outros. A NHJ só não executa projetos de casas em contêineres. Também estamos investindo em módulos pré-fabricados, mais uma alternativa para a ocupação de creches, unidades administrativas e também no setor de eventos”, diz ela.

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