Oi projeta aumento de remuneração de executivos e conselheiros para este ano

Ao mesmo tempo, empresa prevê maior número de diretores estatutários

Por O Dia

Rio - Dentro da pauta da assembleia geral de acionistas marcada para 29 de abril, a Oi propõe para 2015 um aumento — em números absolutos — de 62,2% da verba destinada à remuneração dos administradores e membros do Conselho Fiscal da companhia. De acordo com a proposta, que será submetida à aprovação da assembleia, o valor previsto da remuneração de membros dos conselhos de Administração e Fiscal e da diretoria estatutária é de R$ 41,9 milhões para este ano. Em 2014, o montante total foi de R$ 25,83 milhões, ainda segundo informações que constam do documento divulgado na segunda-feira. A Oi informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “os números não são comparáveis”, já que as informações referentes a 2015 são uma proposta e as do ano passado “foram um volume efetivamente realizado.”

Ainda de acordo com a companhia, a proposta “prevê remuneração para dez membros na diretoria estatutária em 2015, enquanto que em 2014 (que já foi efetivamente pago), de um total de dez vagas previstas, contemplou uma média efetiva de 3,42 diretores estatutários”. Esse é o motivo para a diferença no valor total global, justificou a Oi.

Embora os números globais reflitam uma expansão nos gastos, a remuneração média para os diretores estatutários tende a cair, se as projeções divulgadas pela Oi se confirmarem. Isso porque em 2014, havia menos executivos (3,42 na média anual do número de membros, apurado mensalmente) nesse nível hierárquico — o grupo dividiu um total de R$ 19,29 milhões ou R$ 5,64 milhões para cada um, na média.

Para 2015, dez diretores devem repartir R$ 32,93 milhões (R$ 3,29 milhões por executivo, na média). “Há muito tempo, os salários do setor de telecomunicações estão alinhados com o mercado, da mediana para baixo”, avalia o headhunter Adriano Bravo, CEO da consultoria Petra Group. A remuneração dos diretores estatutários inclui não apenas o salário (ou pró-labore), mas também benefícios e bônus. “Há algum tempo que a Oi não vem carregando tanto nos bônus como no passado”, acrescenta Bravo. Em 2013, a operadora não pagou bônus aos seus executivos, enquanto no ano passado cada diretor estatutário recebeu (na média) R$ 3,96 milhões. Já em 2015 a previsão — se confirmado o preenchimento das dez vagas — ficaria em R$ 1,99 milhão para o ano.

Para o Conselho de Administração da Oi, a estimativa é de que os salários (ou pró-labores) totalizem R$ 8,36 milhões no ano, um incremento de 36,9% em termos absolutos, na comparação com 2014 (R$ 6,11 milhões). A diferença pode ser explicada, em parte, pelo aumento no número de conselheiros: para 2015 estão previstas 17 vagas, enquanto no ano passado foram preenchidas 15,33. Mesmo com esse incremento, a remuneração anual dos conselheiros subiria de R$ 398,7 mil (2014) para R$ 492,3 mil neste ano — aumento de 23,4%. A remuneração anual projetada para o Conselho Fiscal da Oi é de R$ 605,4 mil em 2015, para um total de cinco membros. No ano passado, foram R$ 421,2 mil divididos por 4,83 conselheiros. De acordo com a Oi, nos conselhos de Administração e Fiscal, “a proposta de remuneração global para 2015 considera correção da inflação e ajustes conforme práticas de mercado”. “A proposta de remuneração dos administradores para 2015 leva em conta a variação da inflação no ano passado”, concluiu a companhia.

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