Em época de crise, mídia digital pode ser saída para a publicidade

Segundo especialistas, os vídeos online, por sua similaridade com a televisão, devem ganhar ainda mais destaque

Por O Dia

Em tempos de crise econômica, a mídia digital aparece como a solução mais eficiente para as marcas aplicarem suas verbas publicitárias, afirmam os especialistas ouvidos pelo Brasil Econômico. O movimento que acontece agora no Brasil, repete uma onda que já ocorreu em momentos anteriores em regiões como o Reino Unido.

“A migração das verbas do offline para digital já acontece há uns dez anos, só que lentamente (...) Quando se tem uma crise, ela se torna uma catalisadora da migração dos investimentos publicitários”, diz o professor de Marketing Digital do Ibmec/RJ, Victor Azevedo.

Segundo a diretora executiva do IAB Brasil, Cris Camargo, que cita dados da IAB UK, entre 2008 e 2009, as verbas publicitárias na região caíram 3,5%, mas o online cresceu 17,1% no período. “Como as empresas têm cortes de verbas e os diretores precisam comprovar a aplicação do dinheiro em prazos mais curtos, a mídia digital é mais vantajosa, pois o ciclo de retorno é mais rápido”, diz ela.

“De fato, esse raciocínio faz sentido. Quando você tem corte nas verbas, precisa ser mais assertivo na aplicação. Na mídia digital, a dispersão da conversão é muito menor. A estratégia do IAB UK será exemplo para nós”, completa ela.

“As marcas estão focadas em ações mais eficientes, com mídia mais segmentada e com menos dispersão. Os anunciantes querem, mais do que nunca, ações que aproveitem bem cada real investido. Por isso, a busca por ações em canais digitais e de live marketing crescem, assim como promoções e ações em ponto de venda”, concorda sócio e copresidente da F.biz, Roberto Grosman.

Nesse contexto, um dos formatos que mais se destacam é o vídeo online. Apesar de o crescimento ser visível também no resto do mundo, no Brasil, a tendência é que essa expansão acelere a partir de agora. Um dos motivos é a similaridade dessa plataforma com a TV, meio muito disseminado na cultura brasileira. “A televisão é mais massiva. No digital, há a possibilidade da segmentação”, diferencia Riza Soares, diretora da smartclip no Brasil, empresa especializada em tecnologia de distribuição de publicidade em vídeo.

Esse movimento, diz ela, também acontece Espanha, que ainda atravessa uma crise econômica.

Estudo da ZenithOptimedia, empresa de comunicação focada em mídia, aponta que o vídeo online será a mídia de maior destaque de 2015 a 2017. Com crescimento global de 34% em 2014, movimentando mais de US$ 10 bilhões, a projeção é de uma evolução anual na média de 29% até alcançar o patamar de investimento na casa dos US$ 23,3 bilhões, em 2017. Uma das justificativas para o crescimento é a expansão acelerada de equipamentos como smartphones, tablets, televisões conectadas, entre outros.

“O vídeo, como formato, e as redes sociais, como canal. Combinando o poder de comunicação de um vídeo com a assertividade da segmentação das redes sociais, temos conseguido, no digital, alcançar resultados que antes só a mídia de massa entregava”, acrescenta Grosman da F.biz.

Para Azevedo, do Ibmec/RJ, os links patrocinados são também uma alternativa eficiente aos investimentos em mídias offline. “Dá para investir 30% do que iria para mídia off em links patrocinados e conseguir o mesmo retorno. Vale para qualquer tipo de empresa. O remarketing na internet também funciona bem”, diz ele.

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