Por bruno.dutra

Rio - Com um crescimento médio de 15% ao ano e uma demanda ainda reprimida por seus principais produtos — detergente líquido, esponja de aço e desinfetante —, a brasileira Bombril está investindo R$ 15 milhões no aumento de capacidade de armazenagem de sua planta na Via Anchieta (SP).

A ação faz parte da busca por ganho operacional que a empresa vem traçando nos últimos dois anos, desde a chegada de Marcos Scaldelai à presidência. Projetado com conceitos sustentáveis, o novo galpão será construído em São Bernardo do Campo (SP), onde está a sede da companhia, e aumentará em 40% a capacidade de armazenagem de produtos no local.
“Ainda temos muita demanda reprimida e estamos correndo atrás para modernizar dos nossos parques fabris. Um dos gargalos é a logística. E a capacidade de armazenagem é importante. Depois dos investimentos na planta do Nordeste, estamos investindo em Anchieta”, diz o presidente da Bombril, Marcos Scaldelai.

Os R$ 15 milhões fazem parte dos R$ 60 milhões previstos em investimentos para 2015. No ano passado, a Bombril investiu R$ 42,7 milhões, o que já representou uma aumento de mais de 68% em relação a 2013. Além do galpão, as prioridades para esse ano são a continuidade das modernizações para expandir a capacidade de produção e investimentos em tecnologia da informação (TI) para melhorar os custos operacionais.

A Bombril possui três unidades fabris: Via Anchieta (responsável por 70% da produção da empresa); Abreu e Lima, em Pernambuco, que concentra outros 20%; e Sete Lagoas, em Minas Gerais, com 10%. “Do nosso volume total de vendas, a produção de 10% a 15% estão em terceiros, porque são itens de nichos”, explica Scaldelai. Atualmente, a capacidade de produção das plantas da empresa é de 450 mil toneladas ao ano.

Uma nova fábrica no Norte do país, mais precisamente no Pará, é a próxima iniciativa. “Precisamos de uma planta lá para crescer na região e também no Nordeste”, diz o presidente. “Estamos finalizando o estudo de viabilidade para colocar a ideia em pé, com apoio do Governo do Estado. Fora isso, temos o desafio de buscar parcerias, pois temos que estar próximos do consumo. Isso é importante, principalmente para o detergente líquido, que envolve grandes custos logísticos com transporte”, completa ele.

Segundo Marcos Scaldelai, a Bombril caminha na contramão do segmento e ganhou participação de mercado em todas as categorias em que atua, chegando a 75% em esponja de aço e 24% em detergentes com a marca Limpol. “Ainda aumentamos nossa liderança com Pinho Bril, Kalipto e Lysoform em desinfetantes; e passamos da terceira para a segunda marca em amaciantes diluídos”, completa ele.

Com um aumento de 10,4% no volume de vendas e a redução de 2,6% nos custos de produção, a Bombril registrou receita bruta de R$ 1,62 bilhão em 2014. Para 2015, a meta é que o faturamento chegue à casa dos R$ 2 bilhões.

Outro ponto importante da estratégia da Bombril é o investimento em marketing, que, diz Scaldelai, corresponde a cerca de 3% da receita líquida, ou seja, R$ 70 milhões por ano. “Hoje ainda temos um investimento pequeno pelo tamanho que nós somos. Concorremos com gigantes internacionais que investem muito mais. Mesmo assim, em alguns momentos, no ano passado, ficamos como a terceira marca com maior visibilidade no país”, ressalta. Além de Carlos Moreno — o Garoto Bombril —, a marca traz em suas campanhas Ivete Sangalo, Monica Iozzi e Dani Calabresa. O mote é mostrar que toda a brasileira é uma diva.

“A televisão ainda concentra a maior parte dos investimentos, mas no ano passado fizemos muitas ações na internet e nas redes sociais, pois buscamos atrair o público jovem ”, destaca o presidente da Bombril.

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