Por monica.lima

Rio - Banners, vídeos, postagens... São muitos os formatos possíveis de publicidade nas mídias sociais e todos os dias surgem novas formas de levar as mensagens de uma empresa para os usuários. Os desafios para as agências e marcas vão além de estarem atualizadas a todo o momento e incluem também a escolha das melhores formas de se aproximar dos consumidores. 

Entre inúmeras novidades, o Twitter, por exemplo, testa a exibição de publicidades em vídeos que rodam sozinhos — a exemplo do que já existe no Facebook —, e também tuítes no perfil dos usuários que não foram enviados ou retuitados pelo próprio internauta.

Mas não são apenas os formatos que variam, cresce também o número de mídias que apostam na publicidade, uma das únicas formas de rentabilização dessas plataformas. Depois do Tinder estrear seu primeiro anúncio em vídeo, foi a vez do Instagram lançar a publicidade no Brasil, com campanhas elaboradas pelas agências Africa, Almap, CuboCC, DM9DDB, F.biz, JWT e Wieden+Kennedy para 20 marcas. Na primeira semana, Avon, Closeup, Coca-Cola, Mitsubishi, Mondelez, Visa, Vivo e Volkswagen iniciarão suas campanhas.

Segundo os criativos de agências de publicidade ouvidos pelo Brasil Econômico, do crescimento das redes sociais surgiu a necessidade de estar cada vez mais próximo desses grandes veículos. “Principalmente o Facebook e o Twitter lançam formatos novos muito rapidamente, então é importante estar muito próximo deles”, destaca o CCO da SapientNitro, Marcelo Tripoli.

VP de Criação da Wunderman, Paulo Sanna explica que os veículos fazem eventos periódicos para que as agências saibam como tirar proveito dos novos formatos, antes até deles serem lançados. E que também é comum que algumas ideias saiam das agências. “Foi uma iniciativa que partiu dos veículos há cerca de cinco anos e se intensificou há dois anos. No começo, as agências até estranharam. O maior desafio é conseguir usar isso tudo no momento relevante para o consumidor e para a marca”, diz ele.

“Há alguns anos, os formatos seguiam mais padrões. Hoje, os formatos permitem tanta coisa, que se a criação não souber exatamente o que ele é, com certeza, não vamos fazer a melhor entrega possível”, completa a diretora-geral de Integração da Grey Brasil, Marcia Esteves.

“A beleza é não precisar ter um formato único. Esse leque nos permite trabalhar na mesma plataforma de formas totalmente diferente para os clientes A e B. Nós às vezes até inovamos e acabamos sendo até um drive de transformação para as mídias sociais”, concorda o CCO da F.biz, Guilherme Jahara.

O VP de Criação da Wunderman ressalta que a agência tenta até explorar novos formatos antes de eles existirem oficialmente. Um exemplo foi a campanha criada para Ruffles, em que foi criada uma biblioteca de mensagens engraçadas com imagens e áudios, para serem compartilhados pelo WhatsApp. “Acabamos levando a marca para o WhatsApp, apesar de não ter um formato oficial de publicidade na mídia social”, diz.

Tripoli diz, no entanto, que apesar das novidades, 20% dos formatos representam cerca de 80% dos investimentos na internet. Ele cita como exemplo o post patrocinado no Facebook, principalmente por também rodarem nos smartphones; tuítes patrocinados no Twitter; links patrocinados no Google; e true view (anúncios antes dos vídeos) no YouTube.

“No final, prevalece o conteúdo que entra na timeline do usuário, pois ele já está acostumado. Um dos motivos é a baixa rejeição, já que as plataformas permitem uma segmentação muito grande”, diz o criativo da SapientNitro. “As agências e clientes têm procurado inovar, mas quando se tem formato novo não há ferramentas de medição. Então, a recomendação da agência é destinar 70% para o que já está estabelecido, 20% aos novos formatos, que são evolução do que já existe, e 10% à inovação pura”, completa.

Para o professor de Comunicação Digital da ESPM Rio, Fabro Steibel, depois de criadas as métricas, há ainda o desafio de saber juntá-las a todas as já existentes para mensurar o real resultado da campanha.

Você pode gostar