Publicidade busca os melhores formatos para anunciar  em smart TVs

De carona no crescimento das vendas dos aparelhos, que já são 9 milhões no país, marcas começam a anunciar na “nova mídia”, que já permite formatos como banners no portal das marcas e vídeos dentro dos aplicativos

Por O Dia

Rio - A publicidade ganhou mais uma aliada para entrar na casa dos consumidores, as smart TVs. Na esteira da expansão das vendas desses modelos inteligentes de televisão — que baratearam nos últimos anos — cresce também o interesse das marcas em anunciarem nessa “nova mídia”, que consegue unir particularidades de propagandas da TV e da internet, mas sem tirar o usuário do controle, uma das principais características desses aparelhos.

Estima-se que hoje haja cerca de nove milhões de smart TVs nos lares brasileiros. E, segundo a smartclip, plataforma global de distribuição de publicidade em vídeos online em multitela, desse total, 2,9 milhões se conectaram a internet nos últimos 60 dias, sendo um grande — e mais um — espaço para as marcas e agências de publicidade. Mas ainda não há números oficiais desse segmento.

Segundo Riza Soares, diretora da smartclip no Brasil, as montadoras de automóveis, repetindo um movimento que já acontecia no exterior, aderiram mais rapidamente a esse novo formato. A Peugeot, por exemplo, utilizou a smart TV como parte da campanha para apresentar o novo 3008. A estratégia foi adaptar a criação feita para o offline e o digital para a mídia.

“As smart TVs tem afinidade alta com o público que buscávamos para o 3008 e a concorrência pela atenção do cliente ainda é baixa. Fizemos uma adaptação, porém com um olhar diferente. Desenvolvemos uma peça voltada para as smart TVs”, conta a gerente de Marketing da montadora, Alessandra Souza, que acrescenta que a Peugeot pensa em desenvolver campanhas de outros produtos para televisores inteligentes. A campanha do 3008 foi criada pela agência Havas.

Riza explica que hoje há diferentes modelos possíveis de publicidade nas smart TVs: displays no portal do fabricante — que variam de acordo com cada empresa —; vídeos dentro dos aplicativos disponíveis nos televisores e até os chamados “brand apps”, uma espécie de hot site. “O interessante é que quebra o modelo publicitário, não tendo, por exemplo, restrições de ‘secundagem’ [que no jargão publicitário se refere a contagem de tempo ]”, diz ela.

“Nossa plataforma agrega a audiência. Temos parcerias com publishers, desenvolvedores de aplicativos e fabricantes. Não criamos a peça publicitárias, mas as adaptamos para o formato”, completa.

A cerveja Schin, da Brasil Kirin, foi pioneira na utilização das smart TVs em suas campanhas. A marca criou para a mídia já na Copa do Mundo de 2014, como extensão de sua campanha 360 graus.

“É uma forma de explorarmos o potencial de um formato novo e mostrar que a marca Schin está alinhada com as novidades do mercado publicitário”, disse o gerente de Schin, Marcio Avalio.

Uma das preocupações da marca foi que o formato não interrompesse o hábito de consumo, onde a própria pessoa busca conteúdo.

E empresas de outros setores, como a TAM, com uma campanha desenvolvida pela agência Wunderman, também já anunciaram nos televisores inteligentes.

Fabricantes comemoram bons resultados

De acordo com o gerente de TV e Blu-Ray da Sony Brasil, Walter Sinohara, a procura por TVs conectadas no Brasil foi fortemente alavancada pela oferta de vídeos sob demanda e streaming de vídeos. “Sem dúvida, o Netflix é um dos principais provedores de conteúdo nas smart TVs. Junto ao YouTube, são os dois principais aplicativos de uma smart TV, e se tornaram essenciais na escolha de uma TV conectada”, explica ele. A Sony não divulga seus números de vendas.

“A produção desses conteúdos está cada vez mais abrangente e é uma tendência crescente com o streaming, que também contribui para esse formato, o que faz com que as smarts TVs sejam mais procuradas pela sua facilidade de uso e navegação”, concorda o gerente de Produto TV da LG, Renato Almeida. A empresa também não divulga seus números de vendas, dizendo apenas que depois do lançamento da tecnologia webOs, a LG ganhou participação de mercado, passando de 27% para 34%.

Outra fabricante, a Samsung aposta no sistema operacional Tizen, para alavancar o desenvolvimento dos aplicativos para as Smart TVs, e assim, impulsionar ainda mais as vendas. Além disso, diz o gerente de Produtos smart TVs da Samsung Brasil, Werner Gropp, a empresa investirá mais de US$ 100 milhões em sua comunidade de desenvolvedores em 2015.

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