Petrobras tem prejuízo de R$ 21,6 bilhões em 2014, aponta balanço

Desvalorização de ativos e gastos adicionais pressionaram o resultado, além da baixa contábil pelo esquema de corrupção, de R$ 6,2 bilhões. No 3º tri de 2014, prejuízo líquido foi de R$ 5,3 bi

Por O Dia

A Petrobras registrou perdas em seu demonstrativo do terceiro trimestre de 2014 de R$ 6,2 bilhõespor pagamentos indevidos descobertos pelas investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, segundo balanço auditado apresentado nesta quarta-feira pela estatal com mais de cinco meses de atraso. No acumulado de 2014, a empresa teve prejuízo líquido de 21,6 bilhões de reais, contra lucro de R$ 23,6 bi em 2013.

Isso fez a estatal ter prejuízo líquido de R4 5,3 bilhõesde julho a setembro do ano passado.

No quarto trimestre, cujo balanço também foi divulgado nesta quarta, a companhia reduziu o valor de seus ativos em R$ 44,3 bilhões, após ter reavaliado uma série de projetos, principalmente a Refinaria Abreu e Lima e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

O prejuízo líquido da Petrobras de outubro a dezembro, após o efeito da redução dos ativos, ficou em 26,6 bilhões de reais.

No acumulado de 2014, a empresa teve prejuízo líquido de 21,6 bilhões de reais, contra lucro de R$ 23,6 bilhões em 2013.

Geração de caixa

A geração de caixa da Petrobras medida pelo Ebitda ajustado(sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) foi de R$ 8,5 bilhões e de R$ 20,1 bilhões no terceiro e no quarto trimestres do ano passado, respectivamente. No acumulado de 2014, o Ebitda totalizou R$ 59,1 bilhões, contra quase R$ 63 bilhões em 2013.

O prejuízo líquido de quase R$ 22 bilhões no ano passado se compara ao lucro de R$ 23,6 bilhões no ano anterior.

A Petrobras encerrou dezembro com relação entre dívida líquida e Ebitda, um indicador de alavancagem da companhia, de 4,77 vezes.

O balanço patrimonial da empresa traz saldo zero para a linha de dividendos propostos sobre o resultado do exercício fiscal de 2014.

A companhia enfrentou dificuldades para estimar as perdas relacionadas à corrupção e resistência de auditores externos na aprovação de valores sugeridos em janeiro. Desde então, a Petrobras vinha correndo contra o tempo para divulgar o balanço, sob risco de ter declarado o vencimento antecipado de dívidas por credores.

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