Por diana.dantas

Três meses após reportar o trimestre mais lucrativo da história de uma companhia aberta, a Apple voltou a superar as expectativas do mercado. Em seu segundo trimestre fiscal, encerrado em 28 de março, a empresa apurou um lucro líquido de US$ 13,57 bilhões — ou US$ 2,33 por ação —, alta de 33% sobre um ano antes. A receita líquida foi de US$ 58 bilhões, 27% superior à cifra divulgada no mesmo intervalo, um ano antes. O desempenho ficou acima das projeções de analistas, que previam um lucro por ação de US$ 2,14 e receita na casa de US$ 56 bilhões. Após fechar o pregão com suas ações cotadas a US$ 132,65, alta de 1,8%, os papéis da companhia estavam sendo negociados no after market a US$ 134,43, uma valorização de 1,78%, às 18h59 (horário local).

Assim como no primeiro trimestre fiscal, as vendas de iPhones foram um dos principais motores do desempenho no período. Com um total de 61,17 milhões de unidades, a Apple bateu as expectativas de analistas, que projetavam vendas de 58,1 milhões de dispositivos. Esse é o segundo maior volume de vendas de iPhones na história da empresa, atrás apenas das 74,5 milhões de unidades comercializadas entre outubro e dezembro, logo após o lançamento do iPhone 6 e do iPhone 6 Plus, as primeiras investidas da Apple em smartphones de telas grandes. “Nós estamos vendo uma taxa mais elevada de pessoas substituindo seus antigos iPhones do que observamos em ciclos anteriores”, afirmou Tim Cook, executivo-chefe da Apple. No intervalo, o preço médio de venda do iPhone foi de US$ 659, contra US$ 597, um ano antes.

Outro destaque foi o desempenho da empresa na China, mercado que superou pela primeira vez as receitas da Apple nos Estados Unidos, sob o impulso de fatores como as vendas de iPhone no Ano Novo Chinês. Entre janeiro e março, a companhia apurou uma receita de US$ 16,82 bilhões no país, alta de 71% na comparação anual.

Em um contraponto a esses números, as vendas do iPad registraram uma queda de 29% em relação ao volume comercializado um ano antes, para 12,62 milhões de unidades, frente a estimativa de analistas de um declínio de 17%. Em teleconferência após a divulgação do balanço, Cook disse acreditar fortemente na recuperação das vendas, embora não tenha estabelecido um prazo para essa retomada. Um dos possíveis fatores apontados por especialistas para essa queda — já observada em trimestres anteriores — seria a concorrência com as telas maiores dos novos iPhones.

A Apple também anunciou que seu conselho de administração autorizou um crescimento de mais de 50% em seu programa de retorno de capital aos acionistas. Sob os novos termos, a companhia planeja usar um total acumulado de US$ 200 bilhões até março de 2017, contra uma cifra anterior de US$ 130 bilhões. Como parte dessa revisão, a empresa ampliou seu programa de recompra de ações para US$ 140 bilhões, ante os US$ 90 bilhões anunciados em 2014. Ao mesmo tempo, o conselho aprovou um crescimento de 11% nos dividendos trimestrais, de US$ 0,52 por ação, que serão pagos no dia 14 de maio.

Aposta recente da Apple, o Apple Watch foi outro assunto comentado. Embora não tenha revelado número de vendas — analistas preveem um volume de 14 milhões de unidades em 2015 —, Cook destacou o fato de o vestível da companhia já possuir 3,5 mil aplicativos, ante uma expectativa interna de 1 mil aplicativos, mesmo número de aplicativos do iPad, na época de seu lançamento. Já sobre o Apple Pay, o executivo ressaltou que 50 grandes hospitais dos Estados Unidos passarão a aceitar o serviço de pagamento móvel ainda nesse ano.

Para o terceiro trimestre fiscal, a Apple projeta uma receita entre US$ 46 bilhões e US$ 48 bilhões.

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