Por diana.dantas

Apenas um ano após a sua entrada no mercado brasileiro de produtos para mídia exterior, a TPV - empresa responsável pelas TVs, monitores e telas de sinalização digital da Philips - já colhe bons frutos. No primeiro trimestre desse ano, o faturamento já foi igual ao obtido em todo o ano passado. A companhia não abre seus números absolutos.

A mídia exterior no Brasil movimentou mais de R$ 1 bilhão no ano passado, alta de 26% sobre 2013, segundo o Inter-Meios, relatório que mede investimentos em mídia em diferentes formatos. Os números apontam a segunda maior alta em publicidade no país, perdendo apenas para a TV por assinatura. Outra pesquisa da Associação Brasileira de Mídia Out-of-Home (ABMOOH) mostra que a mídia digital externa já é a quarta que mais impacta o brasileiro, ficando atrás de TV aberta, rádio e outdoors.

“Nos estruturamos para oferecer um portfólio amplo, diferenciado, fabricado localmente e com a garantia de atendimento de uma equipe experiente”, diz o gerente de pré-vendas de Digital Signage da Philips, Elcio Hardt. “Continuamos vendo um crescimento muito forte nos próximos anos”. Todos os produtos saem da fábrica da empresa em Jundiaí (SP).

Essa é a mesma visão da LG. “Ainda é um mercado bastante imaturo e com um potencial de crescimento enorme. É um segmento que estamos focando, apesar do faturamento ainda não ser tão substancial. Mas acreditamos que a participação do segmento no nosso faturamento será muito grande”, ressalta o diretor de Vendas de Produtos de Informática da LG Electronics do Brasil, Rodrigo Fiani.

Segundo os executivos, a expectativa de crescimento se baseia no atraso da troca da mídia estática pela digital no Brasil. Em países da Europa, Ásia e Estados Unidos esse movimento se dá em uma velocidade muito maior.

“A Copa do Mundo foi um acelerador e a Olimpíada também vai ajudar. Mas podemos dizer que o fortalecimento do uso no varejo, que vê as vendas caindo e se movimenta para essas mídias como forma de motivar o cliente no ponto de venda, também é um impulso”, explica Hardt, afirmando que, segundo pesquisas, nos países em que o uso de sinalização digital é mais forte, as lojas que a empregam vendem de 15% a 20% a mais.

Fiani, da LG, cita ainda setores como o bancário, transporte e aeroportos como outros impulsionadores do crescimento no Brasil. “Ônibus e metrô já têm uma sinalização digital expressiva, no que chamam de ‘mídia de espera forçada’”, diz ele.

A Samsung, que lidera o setor com uma fatia de 64%, de acordo com a IDC, ressalta que só agora o Brasil começa a perceber a importância de soluções em que o lojista pode ter controle de tudo que está sendo veiculado em suas filiais. “Temos como diferencial a integração do software com o hardware e player embarcado, reduzindo custos operacionais e simplificando a instalação e operação”, respondeu a empresa por e-mail.

Segundo Hardt, da Philips, o próximo passo é conscientizar os potenciais clientes das vantagens dos chamados “monitores profissionais” em relação aos televisores comuns na sinalização digital. Além de funcionarem por 24 horas, sete dias na semana, há benefícios mais técnicos, como bordas menores e até melhor adaptação às diferentes iluminações.“Temos monitores que vão de 32 polegadas até 65 polegadas, com soluções em que uma única tela responde pela comunicação ou com o uso de diversas telas simultâneas”, diz o gerente da Philips, que tem apostado na procura de novos parceiros e integradores, além da abertura de novos canais de distribuição.

Já a LG oferece uma linha de monitores profissionais que vão de 42 polegadas a 98 polegadas.

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