Lucro da Telefônica Brasil cai 12% no 1º trimestre

Com maiores despesas financeiras, operadora somou R$ 579,7 milhões de janeiro a março

Por O Dia

A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo no país, teve queda de 12,3% em seu lucro líquido no primeiro trimestre, devido ao avanço das despesas financeiras com o aumento da taxa de juros, informou nesta quarta-feira.

O lucro líquido da operadora de telecomunicações somou R$ 579,7 milhões de janeiro a março.

As despesas financeiras líquidas aumentaram R$ 129,5 milhões na comparação anual, em decorrência principalmente do maior endividamento líquido médio da companhia e ao aumento da taxa de juros no período, disse a empresa em relatório de resultados.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 217,8 milhões, frente a resultado negativo de R$ 88,3 milhões no período de janeiro a março de 2014.

A receita operacional líquida subiu 4,3%, para R$ 8,98 bilhões, a melhor variação em cerca de três anos, disse a empresa, impulsionada pela aceleração de 8,4% do serviço móvel.

"A receita de serviço móvel obteve variação anual igualmente positiva no trimestre, ainda que afetada pelo efeito da redução de VU-M ocorrida em 24 de fevereiro", disse a empresa, referindo-se às tarifas de interconexão.

As receitas de dados e serviços de valor agregado subiram 31,3% ano contra ano, para R$ 2,48 bilhões, representando 42% da receita de serviço móvel da operadora no primeiro trimestre.

A receita líquida fixa, por outro lado, apresentou redução de 4% no período, para R$2,74 bilhões, devido à redução de tarifas de interconexão entre fixo e móvel promovidas pelo regulador das telecomunicações e à redução da assinatura básica de acordo com ato da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) do ano passado.

A margem Ebitda caiu 1,2 ponto percentual, para 28,6% na mesma base de comparação.

A empresa totalizou 97,2 milhões de acessos, alta de 3,5%, com avanço de 4,3% dos acessos móveis e queda de 0,5% dos acessos fixos.

Do total de acessos móveis, o pós-pago, mais rentável para a operadora, somou 28,9 milhões, avanço de 16%, enquanto os pré-pagos caíram 1,1% no período.

O Arpu (receita média por cliente) móvel teve crescimento de 4,3%, impulsionado pelo crescimento do Arpu de dados, de 26,3% ano contra ano.

Os custos operacionais foram de R$ 6,4 bilhões, crescimento de 6 por cento, devido ao aumento das provisões para créditos de liquidação duvidosa, reflexo do "ambiente econômico mais desafiador", disse a empresa.

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 2,57 bilhões, avanço de 0,2% na mesma base de comparação.

A dívida líquida ficou em 2,62 bilhões de reais ao final do primeiro trimestre, queda de 1,05 bilhão de reais na comparação com o mesmo período de 2014, "explicada principalmente pela marcação a mercado de derivativos contratados para cobertura da operação de compra da GVT", disse a Telefônica Brasil.

O Conselho de Administração da Telefônica Brasil convocou para 28 de maio assembleia geral extraordinária para deliberar sobre o contrato de compra da operadora de banda larga GVT, operação fechada no ano passado com o grupo francês Vivendi.

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