Oi vai ter capital pulverizado em agosto, diz Gontijo

Durante palestra na Febraban, presidente da operadora disse ainda que empresa deverá abrir um prazo para preferencialistas poderem converter ações em ordinárias

Por O Dia

São Paulo - A operadora de telecomunicações Oi passará a ter capital pulverizado a partir de agosto, disse nesta quinta-feira o presidente da companhia, Bayard Gontijo.

"Em agosto, passamos a ser empresa de capital pulverizado", disse Gontijo, durante palestra em evento da Febraban. O executivo disse ainda que a empresa deverá abrir um prazo para preferencialistas poderem converter ações em ordinárias.

Em março, a Oi propôs à Telemar Participações uma conversão voluntária de ações preferênciais em papéis com direito a voto, como alternativas para lidar com o atraso gerado na migração da companhia de telecomunicações ao Novo Mercado, da BM&FBovespa.

Com a proposta, a companhia planeja levar adiante a entrada no nível mais alto de governança da bolsa paulista, processo que foi atrasado devido ao fracasso da fusão com a Portugal Telecom.

Gontijo não deu mais detalhes sobre os próximos passos que serão tomados pela companhia neste sentido.

CONSOLIDAÇÃO

À Reuters, Gontijo disse que a companhia segue empenhada em ser protagonista no proceso de consolidação do setor brasileiro de telecomunicações.

Em agosto passado, a Oi informou que havia contratado o BTG Pactual para coordenar uma possível oferta de compra da TIM Participações, em parceria com a Telefonica Brasil e a Claro, da mexicana América Móvil.

Especialistas de mercado têm se mostrado céticos com a possibilidade de 'protagonismo' da Oi no processo, dado o elevado endividamento da empresa, que é menor do que a TIM.

A Oi chegou a ter dívida líquida de R$ 47,8 bilhões, número que caiu para 32,56 bilhões de reais em março, após a venda dos ativos da Portugal Telecom, mas ainda é considerada elevada.

Segundo dados da Anatel referente a abril, a Oi é a quarta maior operadora móvel do país, com 18% do mercado. Atrás da líder Vivo (29%), da Tim (27%) e da Claro (25%).

"A consolidação vai acontecer no Brasil e seguimos nos preparando para isso acontecer", disse Gontijo. "Mas não temos um deadline", despistou.

A declaração vem após a mídia internacional ter publicado mais cedo nesta quinta-feira que a Vivendi, que está prestes a se tornar maior acionista da Telecom Italia, teria se mostrado favorável à venda da TIM, controlada pela companhia italiana. A Telecom Italia afirmou em seguida que a TIM é um ativo estratégico.

De todo modo, a ação da TIM fechou em alta de 5,7%, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, avançou 1,86%.

Gontijo disse também que a Oi está empenhada em melhorar seu perfil de endividamento, dentro da meta de se tornar uma companhia com grau de investimento. Atualmente, o rating da Oi em moeda estrangeira é BB+ pela Fitch e pela Standard & Poor's, um degrau abaixo do nível considerado de baixo risco.

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