Por monica.lima

Rio - Com o desafio de rejuvenescer e melhorar os números globais da companhia, a Avon, que atua no setor de cosméticos por meio do sistema de venda direta, decidiu apostar no ganho de imagem e na vinculação da marca a uma proposta institucional de empoderamento por meio da beleza para divulgar o seu novo posicionamento de marca. No Brasil, o presidente da companhia, David Legher, comentou que a campanha chamada “beleza que faz sentido” foi inspirada nas raízes da companhia, criada por uma mulher há 129 anos com o objetivo de garantir a independência financeira do público feminino em todo o mundo.

“Mais do que uma campanha publicitária, é uma declaração de quem somos e o que queremos, que é garantir a equidade entre homens e mulheres em um espaço de dez anos. Nossa missão é ser uma empresa que vai satisfazer e entender as mulheres”, disse ele, que, no entanto, não vai mexer no modelo de venda direta no país.

Para mostrar a nova cara da empresa, as celebridades darão espaço às revendedoras nas campanhas publicitárias para mídia impressa, TV, digital e nos catálogos de venda direta. Um grupo de consultoras foi selecionado a partir de um concurso interno feito pela empresa. Não por acaso, todas fazem parte da chamada geração ‘millenium’, na faixa dos 18 aos 34 anos. Com isso, a Avon também quer chegar mais perto da consumidora jovem e, com isso, criar uma nova geração de revendedoras e também de compradoras.

No Brasil, a empresa tem hoje 1,5 milhão de revendedoras — 90% mulheres — e chega a seis milhões de consultoras no mundo.

“As revendedoras são agora a imagem da marca. Com elas nós vamos criar a nova geração de consumidoras da Avon. Junto com elas, e pensando em inovação de produtos, lançamos também uma nova linha de batons, que leva gel no lugar de cera em sua composição. O produto foi desenvolvido em nossos laboratórios, no Centro de Pesquisa e Tecnologia da Avon em Suffern, Nova York.

A Avon não revela números da companhia no Brasil. Mas os dados globais de 2014 apontam que as vendas da empresa ficaram em US$ 8,85 bilhões no ano passado. A receita já foi de mais de US$ 11 bilhões há quatro anos.

No primeiro trimestre desse ano, a Avon registrou queda de 17,8% na receita, que encolheu para US$ 1,79 bilhão ante US$ 2,18 bilhões no período de janeiro a março do ano passado. Um dos motivos para o recuo da receita veio da demanda menor na América Latina, considerada o maior mercado consumidor de produtos da americana. Em maio, Avon e Coty fecharam um acordo para venda de perfumes da Coty nos catálogos da Avon.

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