Por diana.dantas

Grande parte deste conteúdo é formado por séries de televisão. Trata-se de um fenômeno internacional, que acompanha o êxito das séries norte-americanas, sobretudo na virada do século XXI. O impulso foi dado a partir do momento em que megassucessos, como “Família Soprano”, cujas temporadas consumiram nove anos de produção (1999-2007), passaram a ser procurados em massa também nas locadoras, no formato de DVD.

O enorme interesse fez com que as operadoras de TV a Cabo e os serviços de vídeo on demand (vod) percebessem ali uma oportunidade de negócio bem mais ampla e de fácil apelo comercial do que a simples veiculação de longas produzidos para as salas de cinema. A fragmentação em episódios de 50 minutos, que podem ser acessados a qualquer momento e a qualquer hora, encontrou no imediatismo da sociedade de consumo contemporânea um mercado de potencialidade exponencial.

A demanda, portanto, rapidamente aumentou, o que representou um impacto monstruoso e imprevisto na indústria audiovisual, primeiro no Estados Unidos, e agora mundo afora, onde cada país busca regulamentações para gerar conteúdo próprio.
No Brasil, os efeitos da Lei da TV Paga já são evidentes. Embora tenha sofrido uma resistência inicial, com algumas operadoras temendo a queda de qualidade artística e a carência de produções renovadas, os exemplos de sucesso só vêm se acumulando, o que estimula uma mudança de atitude, passando da suspeita para a certeza de bom negócio.

Recentemente, a GNT encerrou a terceira temporada de “Sessão de Terapia”, um intrigante thriller existencial em que um psicanalista faz as vezes de investigador da complexa psicologia dos personagens que passam pelo seu consultório. A série está também disponível em serviços de vod como o NOW, da Net, e o Globosat Play. Também com três temporadas, “Sorriso da Morte”, exibida pela FOX, chegou a ser exportada para outros países da América Latina, o Japão e a África.

Superado o desafio do preconceito, a meta agora é manter o mercado aquecido, o que vem sendo feito tanto pela iniciativa privada quanto pelo governo federal. Esta semana, por exemplo, dois eventos mostraram no Rio de Janeiro a convergente atuação no sentido de estimular a produção de conteúdo. No dia 18, enquanto se encerrava, em São Paulo, o laboratório de roteiros da NETLABTV, a Agência Nacional de Cinema (Ancine) divulgava, no Rio de Janeiro, o investimento de R$ 41 milhões do Programa Brasil de Todas as Telas em desenvolvimento de projetos e produção de conteúdos para o cinema. A continuar assim, ninguém segura o audiovisual brasileiro.

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