Por monica.lima

Espaço onde micro e pequenos empreendedores dividem experiências, divulgam suas marcas e produtos e, claro — rateiam as despesas—, as lojas colaborativas e espaços de coworking começam a amadurecer como modelo de negócio e já caminham para franquias. É o caso da Endossa, que há sete anos começou com uma loja colaborativa em São Paulo, acabou abrindo mais uma unidade no estado e outras duas, em Brasília e Curitiba. O próximo passo é a abertura da primeira loja colaborativa da marca em shopping.

“Vamos abrir a primeira unidade franqueada neste modelo no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. Será um teste para, em 2016, acelerarmos nosso projeto de franquias em shoppings para outros estados. O formato será o mesmo das demais lojas colaborativas que já temos, onde os custos são divididos entre quem administra a loja e quem fornece os produtos para venda”, diz Carlos Margarido, que idealizou a Endossa.

Segundo ele, a taxa para se tornar franqueado da marca é de R$ 30 mil, fora o pagamento de royalties mensais. Antes de a loja ser inaugurada é preciso verificar o ponto e a aproximação com os fornecedores. No caso das marcas que fornecem os produtos, além de um valor de aluguel do espaço que ocupam, pagam de 19% a 28% de taxas sobre as vendas efetuadas. Tudo para manter o a estrutura do espaço e de suas despesas.

“Nosso modelo de negócios depende da facilidade de levar variedade às lojas e que o fornecedor tenha uma boa administração do estoque online, já que nas lojas colaborativas não há estoque físico. Por isso, colocamos uma meta para quem nos fornece os produtos para venda. Essa meta deve ser cumprida pelo menos uma vez a cada três meses, caso contrário outro fornecedor da lista de espera entra no lugar”, explica Margarido.

No Rio, Jê Muniz e sua sócia administram o Cazanostra, em Botafogo, na zona Sul. Cerca de 18 a 20 empreendedores dividem o espaço em um sobrado e pagam um aluguel de R$ 200, além de 20% de tudo que vendem para que os custos da loja colaborativa sejam cobertos. Tudo é dividido, do vendedor à máquina de cartão, assim como as embalagens.

“Nossa ideia é oferecer um espaço que seja uma espécie de showroom para estes artesãos e estilistas, que buscam um meio de difundir seu trabalho. Eu mesma sou estilista e exponho minhas peças aqui. Como administradora da loja colaborativa, tenho um pequeno lucro com isso. Mas a visão de economia colaborativa no Rio ainda está engatinhando. Tem tudo para crescer mas precisa de mais impulso”, opina Jê.

Paulo Alvim, gerente da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae Nacional, explica que a tendência é que as lojas colaborativas em um futuro próximo sejam unidades de nicho.

“Vamos ver lojas colaborativas só de moda, de alimentos naturais ou cosméticos. Para quem é estilista, produtor ou artesão é um bom canal de distrib

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