Desembolsos de MPEs no BNDES cresce 15% no primeiro bimestre de 2014

Volume sobe para R$ 11,5 bilhões. Compras de equipamentos e máquinas são destaques

Por O Dia

As Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) tiveram crescimento de 15% no volume de desembolsos de recursos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em janeiro e fevereiro de 2014, na comparação com o mesmo período do ano passado. O banco destinou R$ 11,5 bilhões no primeiro bimestre, com a realização de 165,8 mil operações. Desse modo, as MPMEs responderam, em valor, por 41% das liberações totais do BNDES. "Nas operações com o cartão BNDES, os desembolsos chegaram a R$ 800 milhões por mês, média semelhante a de 2013. Enquanto isso, no Programa BNDES de Sustentação do Investimento (PSI),dos R$ 15 bilhões destinados a desembolsos, 50% foram para as micro, pequenas e médias empresas", explica Claudio Leal, superintendente da área de Planejamento do BNDES.

Já do total de recursos via Finame, de R$ 14,1 bilhões, 40% de todos os recursos foram para as empresas de menor porte.As operações para compra de máquinas e equipamentos estão entre os destaques entre as MPES, informa o BNDES. A compra de caminhões para serviços de transporte de carga figura entre os mais procurados. Equipamentos para o setor de comércio também entram na lista.

Na conta geral, somando todos os segmentos empresariais, o banco desembolsou R$ 28,5 bilhões no primeiro bimestre deste ano, com alta de 35% na comparação com igual período do ano passado. O resultado foi impulsionado pelo setor de infraestrutura, com liberações de R$ 9,8 bilhões, 82% maiores que as de janeiro e fevereiro de 2013.

Em função do aumento nas taxas de juros do Programa BNDES de Sustentação do Investimento (BNDES PSI) em janeiro deste ano, houve forte demanda por recursos no final de 2013, influenciando positivamente os desembolsos do início de 2014.

Em direção oposta aos desembolsos, as aprovações, as consultas e os enquadramentos registraram recuos na comparação bimestral. Com total de R$ 20,8 bilhões, as aprovações foram 18% menores, as consultas, de R$ 17,7 bilhões, declinaram 21%, e os enquadramentos, de R$ 26,8 bilhões, diminuíram 4%.

Os dados podem ser reflexo da menor fôlego destas empresas. Segundo dados do Índice de Confiança do Empresário de Pequenos e Médios Negócios no Brasil (IC-PMN), feito pelo Centro de Pesquisas em Estratégia do Insper, com apoio do banco Santander, houve recuo de 3,3 pontos na confiança geral dos pequenos e médios empresários para os próximos três meses, com 65,9 pontos contra os 69,2 pontos do primeiro trimestre deste ano.

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