Por bianca.lobianco

Rio - Eles gostam muito de beber juntos. São empresários, advogados, engenheiros, dentistas, médicos ... e criaram confrarias para conhecer e degustar vinhos e, também, desfrutar de uma boa mesa e de um bom papo. Em Niterói, dois grupos vêm se destacando.

O primeiro surgiu em 2002. ‘A Confraria’ é fruto do encontro entre fregueses do Queijão do Trevo, em Pendotiba. Na espera por frios fatiados e na escolha do vinho certo, veio a ideia, que acabou virando coisa séria. Eles formam um ‘clube’ fechado de 30 homens, com presidente e secretário. Fazem quatro almoços temáticos por ano na casa dos confrades, que vão se revezando.

As confrarias visam conhecer e degustar vinhos e%2C também%2C desfrutar de uma boa mesa e de um bom papoDivulgação

Em seus eventos, já ‘visitaram’ as culinárias de vários países com pratos elaborados por um chef. “Uma vez, queríamos fazer a comida da Escandinávia e contratamos um chef na Suécia. Ele chegou ao Brasil cheio de ingredientes e temperos, mas ficou preso na alfândega. Tivemos um trabalho danado para liberar tudo”, lembra o urologista Paulo Bastos, que é o secretário do grupo. Para o almoço cubano, eles trouxeram um especialista em charutos e, para o mexicano, um mestre em tequila.

Outro grupo que leva vinhos muito a sério desde 2008 é a Confraria De Baco, que tem o médico Edison Ferreira e Silva como seu ‘Gran Baco’. A associação ganhou até estatuto e fechou em 20 confrades ( homens, é claro) que se encontram uma vez por mês. Os jantares foram ficando cada vez mais sofisticados e ganharam o apoio da chef Laura Bittes ( única mulher permitida), e garçons. Além disso, os confrades já têm experiência suficiente para fazer, eles mesmos, a harmonização dos vinhos.

Reportagem de Suzana Blass


Você pode gostar