Greve nos bancos deixa lojas de Niterói no prejuízo

Perdas chegam a R$ 200 mil somente em juros e multas relativos a títulos que não puderam ser pagos

Por O Dia

Bancos voltaram a funcionar na terça-feira%2C após uma semana de transações apenas nos caixas eletrônicosAlessandro Costa / Agência O Dia

Rio - O Sindicato de Lojistas do Comércio de Niterói (Sindilojas) entrou com ação contra a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) no último dia 3. O órgão quer a suspensão do pagamento de multas, juros ou correção monetária até 72 horas após a greve sobre os boletos que não tenham sido pagos durante a paralisação dos bancários, que durou uma semana e terminou terça-feira.


“Dependendo do valor, nem sempre o lojista tem como paga-lo em terminais eletrônicos ou via Internet. Isso a Febraban não explica. Não é justo penalizar o comerciante por algo que foge à sua vontade”, avalia o presidente do Sindilojas, Charbel Tauil.

A ação, que está na 4ª Vara Cível de Niterói, até quinta-feira, não havia sido julgada. Se a Justiça der ganho de causa ao Sindilojas, quatro mil estabelecimentos da cidade serão beneficiados.

Tauil acredita que a greve dos bancários trouxe um prejuízo de R$ 200 mil apenas em juros e multas relativos a títulos que não puderam ser pagos no período da greve. O presidente do Sindilojas afirma ainda que houve queda nas vendas. "A greve prejudica os comerciantes não apenas com essas cobranças de juros, mas também nas vendas. Muitos consumidores deixam de comprar porque ainda não receberam o salário ou não pagaram o cartão de crédito", explica ele.

Mesmo sem ter contabilizado o prejuízo com a paralisação dos bancários, o dono da Nippon Importadora, Flavio Campos Carvalho, de 36 anos, já percebeu queda nas vendas. Segundo ele, quando a greve acontece no início do mês o prejuízo é ainda maior.

"É quando as pessoas recebem o salário e muitos não conseguem sacar o dinheiro. Outros evitam comprar para não gastar o pouco que conseguem retirar. E, quando recebemos em cheque, o banco demora a compensar”, reclama.

Outro problema apontado por ele provocado pela greve é a falta de troco. "Ficamos, principalmente, sem moedas. Não temos onde trocar o dinheiro e isso dificulta também as poucas vendas que conseguimos fazer", reclama.

Ano que vem, se houver greve, o Sindilojas pretende fazer o movimento com apoio de outras entidades como a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

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