Por marina.rocha
Publicado 22/01/2015 19:46 | Atualizado 22/01/2015 19:52

Niterói - Logo ali, em Piratininga, existe um picadeiro que é o paraíso para os amantes das atividades circenses. É a Cia da Trupe, onde o malabarismo, acrobacias em tecido, perna de pau, monociclo, cama elástica e trapézio são os instrumentos de trabalho da galera que adora fazer uma ‘peripécia’. Para quem quer aprender, a hora é ótima para ingressar na modalidade, pois dia 2 de fevereiro começa o ano letivo na Companhia.

Mariah (esq.) e a filha vão juntas para as aulas na Cia da Trupe Estefan Radovicz / Agência O Dia

As idades são bem variadas. Enquanto assistia a filha na ginástica olímpica, a Mariah Azeredo, de 24 anos, se interessou pela aula de circo que acontecia logo ao lado e decidiu tentar.

“Eu achava muito legal, muito bonito, mas toda vez que o professor me chamava eu ficava com vergonha. Só depois de seis meses que me rendi e decidi entrar. Hoje eu já faço um pouquinho de cada coisa”, diz ela. A parte mais divertida para Mariah é a do malabarismo. O mais difícil é ficar em pé na perna de pau.

A filha dela, Vivianne, tem apenas 7 anos e mostra que sabe muito, até um pouquinho mais que a mãe. Mesmo sendo aluna de ginástica, sempre que pode escapa para a aula de circo. Com uma ajudinha da professora Marcela Scatena faz acrobacias no tecido e dá um show no trapézio. “O que eu mais gosto é o tecido”, diz a menina enquanto vai de um aparelho para o outro sem dar sinal de cansaço.

Marcela explica que as turmas são divididas por idade. Cada grupo tem duas aulas por semana, o ideal para pegar o jeito. No espaço também tem aulas de ginástica olímpica e calistenia (exercício realizado em bases fixas com o peso do próprio corpo), além de eventuais cursos de slackline e poledance.

“Também trabalhamos muito com preparo físico. Temos alguns alunos que seguiram carreira. Muitos já passaram para companhias de dança renomadas. Eles levam a atividade a sério, principalmente as meninas da ginástica”, destaca.

E todo mundo se sente em casa, pois um leva o irmão, o outro o filho, que leva o amigo, e por aí vai.

Marido de Marcela e também professor da Companhia, Felipe Venturino treinava atletas profissionais, mas com o tempo descobriu um público interessado nas aulas de picadeiro.

A pequena Vivianne%2C de apenas 7 anos%2C já realiza manobras no tecidoEstefan Radovicz / Agência O Dia

Para entrar em forma

Além da brincadeira, o circo é ótima opção para quem quer fazer atividade física. “É um exercício extremamente completo. Desenvolve flexibilidade, força, equilíbrio, coordenação motora e resistência”, aponta a professora Marcela Scatena.

Os alunos sentem na pele o dia seguinte das aulas, quando pernas e braços ficam doloridos. “A atividade trabalha muito todas as partes do corpo. Eu já tinha feito dança, mas nem se compara com a complexidade do circo. É muito mais difícil”, relata Mariah Azeredo.

O professor Felipe Venturino diz que todo mundo pode tentar. Mesmo os que estão em falta com a balança. “Para os mais pesados, começamos investindo mais na parte aeróbica para depois iniciar as acrobacias. As atividades circenses dão uma preparação grande para qualquer outra”, explica ele.

O hobby também pode render lucro. Venturino conta que algumas duplas que surgiram na Cia da Trupe e já estão mais avançadas montaram seu próprio show para festas infantis. É um jeito prazeroso de ganhar dinheiro extra.

Para quem se interessar, as inscrições para a Companhia estão abertas. O endereço é Avenida Acúrcio Tôrres 478, Piratininga. A mensalidade custa R$ 180 para duas aulas de 1h30 por semana.

Reportagem de Marina Rocha

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