Por marina.rocha

Niterói - Eles não ostentam fuzil ou pistolas, mas têm papel fundamental no combate ao crime no Rio. As armas? Focinhos poderosos capazes de encontrar qualquer criminoso fujão, drogas e armas em lugares inimagináveis e até chip de celular escondidos nas penitenciárias. 

Esse poder vem das 250 milhões de células olfativas que os cães possuem, de acordo com o comissário e chefe da Seção de Operações com Cães (SOC) da Polícia Civil, Marcos Jansen, que também é veterinário. Para se ter uma ideia, o Homem tem apenas cinco milhões. 

Quando se aposentam%2C os cães são doados a seus treinadores ou a pessoas escolhidas para cuidar delesDivulgação

E, graças a super capacidade olfativa, em 2014, os animais do Batalhão de Ações com Cães (BAC) da PM, conseguiram achar seis toneladas de drogas. Fazem parte dessa ‘tropa’ 68 policiais de quatro patas. Um deles é o Boss, que já foi até ameaçado de morte por traficantes após achar 400 quilos de drogas em Manguinhos.

Outra vantagem do cão apontada por Jansen é a agilidade. O SOC tem 8 cães, que participaram da tomada do Alemão, em 2010.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) também têm o Grupamento de Operações com Cães (GOC). É dele o único cão do Brasil capaz de encontrar chip de celular.

As raças que fazem parte dos quadros ‘servidores’ são rottweiler, pastor alemão e belga de mallinois, labrador e doberman. Eles são treinados ainda com meses de vida. No BAC fazem até rappel. E na hora do trabalho vão com tudo para cima da bandidagem.

Mas, a idade de começar a atuar varia porque cada um adquire maturidade em uma época. Foi o que me explicou a sub-chefe do GOC, Silvia Avelino. E o tempo de aposentadoria também muda de acordo com a instituição. Ela pode acontecer entre os 6 e 10 anos. Sim, porque, como nós, o tempo de descanso também chega para esses guerreiros.

O labrador Sandro precisa de novos donosDivulgação

Me leva?!

Sou Sandro, de 3 anos, um mix de labrador com vira-lata, manso, brincalhão e castrado. Quer ser feliz comigo? Fale com o paraisodosfocinhos.com.br

Campanha online

O lixo marinho, a pesca desenfreada, animais sendo maltratados pelos homens. O que diriam eles sobre isso se pudessem falar? É o que conta a veterinária Flavia Vallejo em Os Bichos Perguntam ilustrado por Roberta Laas. Ela precisa de R$ 16 mil para lança-lo. Para isso, criou a campanha de crowdfunding na kickante.com.br/campanhas/os-bichos-perguntam. E 10% das vendas vão para o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animais.

Animal na pista

Atenção quem vai passar pela BR-116 entre Rio e Além Paraíba. Fique atendo às placas que alertam sobre a travessia de animais na pista, assim você vai ajudar na redução dos atropelamentos dos quais dezenas deles são vítimas. Mantenha a velocidade indicada; ao avistar um animal, reduza a velocidade e dê preferência a ele; não jogue restos de alimentos na rodovia porque isso os atrai; e, em caso atropelamentos ou ao perceber bichos na pista, comunique à CRT (0800 0210278), que administra a rodovia e responsável pelo projeto Fauna Viva.

Parceria saborosa

Na Bamberg cerveja e cachorro tem tudo a ver um com o outro. É que a empresa criou a Pilsen Cão Sem Dono, que tem no rótulo animal para a adoção da ONG Adote um Focinho. A bebida está à venda no Granel e Armazém São Jorge, em Niterói, e em bares do Rio e São Paulo e custa de R$ 15 a R$ 25.

Boa notícia

O albatroz-de-sobrancelha saiu da Lista de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, divulgada em dezembro de 2014, graças ao trabalho do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com o Projeto Albatroz. A ave estava na lista desde 2003. Atualmente, a espécie está na categoria Quase Ameaçada (NT). A Thalassarche melanophris é uma ave migratória cujas asas negras se destacam em meio à plumagem brancas. O albatroz-de-sobrancelha viaja pelos mares do Hemisfério Sul.

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