Por marina.rocha

Niterói - Depois de 15 anos em jejum, o Parque da Cidade vai ser palco de uma competição da Associação Brasileira de Voo Livre (ABVL) no segundo semestre deste ano. O presidente Chico Santos estima que a cidade tenha cerca de 300 praticantes e já está em busca de patrocínio para o evento. O local é um dos principais points do estado e, além de uma vista de cartão-postal, conta com duas rampas para salto.

Luciano Miranda (centro) e seus alunos na Rampa Norte do Parque%3A uma aula avulsa custa R%24 300Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Dali já saíram três campeões brasileiros de voo livre, todos alunos de Luciano Miranda, um mito do esporte na cidade. Ele também é recordista da Rampa Norte do Parque: voou 125 km, em 5h10m, até Macaé.

Luciano calcula que tenha uma média de 10 mil voos em seu currículo.“Já tenho mais de 500 alunos formados. Atualmente estou com 30. O curso custa R$ 3 mil e dura por tempo indeterminado, até que a pessoa aprenda a voar sozinha”, explicou.

O primeiro voo solo acontece sempre em Camboinhas, onde os alunos saltam de 30 m de altura, um teste brando quando comparado aos 270 m do Parque da Cidade.

Paulo Roberto, o Pepê, é instrutor de voo duplo, que é uma aula isolada. O voo custa R$ 300 e dura cerca de 30 minutos. “Vem gente de todo o estado saltar aqui. Nós temos o visual mais bonito. E em termos de rampa, a nossa é mais acessível, dá pra chegar de carro”, destacou.

Os voos tem o teto (altura) médio de 700m. E um parapente custa de R$ 10 mil a R$ 40 mil, mas pode durar mais de 10 anos.

Reportagem de Marina Rocha

Você pode gostar