Por karilayn.areias

Rio - Nada de cinturão de ouro: ‘quarentões’ e ‘cinquentões’ estão investindo no jiu-jítsu para manter o corpo e a mente em dia. A ideia é desmistificar aquela imagem de que só os jovens ‘fortões’ têm vez. Na academia Ribeiro Jiu-Jítsu de Niterói, o pessoal da segunda idade já tem até uma turma exclusiva.

As aulas acontecem às sextas-feiras%2C às 10h. A mensalidade é R%24 250 Estefan Radovicz

Uma vez na semana eles se reúnem para treinar no espaço, no Engenho do Mato. O empresário Arlindo David, de 55 anos, é o mais novo no grupo, começou a lutar há um ano e meio, e já perdeu 8 kg. “Não sinto a idade pesar, pelo contrário, o corpo melhora muito. Eu tenho muito mais flexibilidade e até durmo melhor”, relatou ele, provando que nunca é tarde para começar.

Os próprios alunos trocam experiências durante as aulas. Se Arlindo está na faixa azul — segunda das cinco da modalidade —, o médico professor da UFF Luiz Felipe Bittencourt, de 43, já está no grau máximo, na preta. Ele começou a praticar o esporte quando tinha 16 anos.

“É um momento que a gente consegue se desligar dos problemas do dia a dia. E até quando você perde, você aprende e se supera. Não abro mão dos treinos”, contou.

E eles também têm feito bonito em competições. O defensor público Ricardo Napoleão, 48, conseguiu o terceiro lugar no campeonato estadual na semana passada.
“E eu tive que lutar com pessoas mais jovens, porque apesar do campeonato ser dividido por faixa etária, não tinha ninguém da minha idade”, se orgulhou.

O mestre Rodrigo Pagani explica que a didática das aulas dos ‘coroas’ é diferente. São treinos personalizados, menos intenso, com muito foco na defesa pessoal. E como são poucos alunos, somente cinco na turma, há uma aproximação maior com o professor. “E uma coisa muito bacana é que o jiu-jítsu é baseado em alavancas. É uma luta onde um cara pequeno pode ganhar um cara grande”, explicou ele, garantindo que a luta é para todos.

“É um esporte que emagrece, define, mantém o sistema cardiovascular em forma e trabalha toda a musculatura do corpo”, contou. Mas para completar o ciclo das faixas é preciso ter dedicação: são, pelo menos, dez anos para chegar na preta.

De acordo com Pagani, crianças a partir de quatro anos já podem entrar para o jiu-jítsu. A prática de mulheres ainda é tímida no esporte, mas tem crescido no último ano. A mensalidade para as turmas convencionais é R$ 150, com treinos de segunda a sexta, às 20h. Já a aula dos veteranos acontece toda sexta, às 10h, e, por ter menos alunos, custa R$ 250 por mês.

Você pode gostar