Por karilayn.areias
Bruno Gall%3A 'Não sabem quanto abdicamos para seguir carreira. O mais difícil é ficar longe da família'Divulgação

Rio - É temporada de férias para os jogadores de futebol que atuam na Europa, período de novas chances para muitos que buscam novos horizontes. O meia niteroiense Bruno Gallo é um deles. Aproveitando os dias de descanso por aqui, o jogador que vinha atuando no Club Sport Marítimo, de Portugal, pensa em voltar à terra natal. E já teve algumas propostas.

Gallo entrou para o futebol quando tinha 8 anos e com 16 o sonho de criança ganhou forma: assinou o primeiro contrato profissional com o Vasco da Gama. De lá, foi jogar em Portugal onde hoje vive seu melhor momento. Virou celebridade na ‘terrinha’.

“O sucesso vem acompanhado de grande dedicação e entrega no que se faz. Tive um belo ano pelo Marítimo, onde pude fazer nove gols, sendo dois deles contra o Porto, um grande time da Europa. É muito bom andar nas ruas e ser reconhecido pelo trabalho, o carinho das crianças é algo inexplicável”, diz.

E se engana quem pensa que ser jogador é moleza. “As pessoas não sabem o quanto abdicamos para seguir carreira. Os treinos são diários, às vezes em dois períodos, com jogos nos finais de semana. E o mais difícil é estar sempre longe da família, perder datas festivas e outras tão importantes como o nascimento de um filho”, destaca ele que é pai do pequeno Davi, de dois aninhos.

No Velho Continente, Bruno diz que vivenciou um futebol mais tático, com foco nas jogadas coletivas. Por aqui, ele acredita que há poucas oportunidades para aqueles que querem seguir a carreira. “Muitos times pequenos, que não aparecem no cenário nacional, têm jogadores com qualidade, mas por falta de visibilidade, acabam ficando pelo caminho”, lamenta.

Você pode gostar