Por karilayn.areias
Johny toma dipirona para aliviar a dorWania Corredo

Rio - Cada vez mais os animais de estimação estão sendo tratados como humanos. É cuidado com a alimentação, brinquedos, produtos de beleza e higiene... tem até parlamentar elaborando leis para que os peludos tenham mais ‘direitos’, por assim dizer.

Mas, infelizmente, nem só as coisas boas os aproximam da gente. Por mais cuidado que tenhamos, eles costumam adoecer, e muitos têm os mesmos ‘defeitos’ que nós: câncer, artrose, infecção urinária, problemas cardíacos e na próstata, só para citar alguns. E o tratamento, na maioria dos casos, é feito com medicação para humanos.

Com a Mel, minha cachorra, acontece isso. Ela é cardíaca e toma dois remédios de farmácia.

O veterinário e especialista em cardiologia Alessandro Galhões, da Vet-Mania, em Vila Isabel, explica que o organismo dos animais é igual ao nosso, o que explica terem as doenças comuns aos humanos e o uso das nossas medicações.

Segundo ele, assim como nós, as causas desses males podem ser genéticas ou não. Outra explicação é que ainda existem poucos remédios veterinários, e os disponíveis são mais caros que os nossos, por isso a prescrição de drogas humanas. A posologia leva em conta apenas o peso e a exceção fica para os filhotes, porque uns não podem com alguns medicamentos.

Galhões é veterinário do yorkshire Johny, de 14 anos, ‘filho’ da estudante Carolina Viana. Ele tem bico de papagaio, artrose e a Síndrome de Cushing, doença provocada pela alta concentração de cortisol, conhecido também como o hormônio do estresse. Ele sente dor e para ameniza-la toma dipirona, entre outras medicações. O cão fez até também acupuntura para os ossos.

Já o poodle Mel, com 17 anos, trata de um câncer no focinho e tem sopro no coração. Ele também toma remédios para humanos e fez quimioterapia. Além disso, conta a dona dele, a fotojornalista Wania Corredo, Mel faz check-up todo ano e tem alimentação balanceada.

Mel trata o câncer e sopro no coração com remédios de humanos Wania Corredo

Os gatos também podem desenvolver problemas de saúde iguais aos nossos. De acordo com Galhões, o mais comum é a insuficiência renal. Para ele, esses males sempre existiram nos animais, porém com as pesquisas cada vez mais avançadas eles foram sendo descobertos e tratados de forma semelhante à nossa. Mas, sem dúvida, o amor é o melhor remédio de todos.

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