Por marina.rocha
Com problemas na estrutura%2C a ponte estava condenada há 15 anosDivulgação

Niterói - Um dos cartões postais da cidade, a ponte da Boa viagem vai ser revitalizada nos próximos meses. Com custo de cerca de R$ 695 mil, a ordem de início das obras foi assinada na última semana pelo prefeito Rodrigo Neves e a previsão é que esteja tudo pronto até dezembro deste ano.

A ponte dá acesso à Ilha e à Igreja da Boa Viagem, construída no século 17. De acordo com o prefeito, estão rolando negociações com a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) para que o município assuma a administração da Ilha. A ideia é abrir o ponto de visitação aos niteroienses.

Enquanto as conversas acontecem, a ponte terá todos os seus 105 metros de extensão, pilares e guarda-corpos recuperados. Todo o concreto que está deteriorado receberá tratamento químico para se tornar mais resistente à ação do mar. O local também ganhará nova pintura e iluminação artística, além de drenos para escoamento de água.

Para o prefeito, a obra reforça a meta de recuperar espaços públicos da cidade, como foram os casos do Horto do Fonseca, o Teatro Popular, Caminho Niemeyer, o MAC e o Campo de São Bento.

“Vamos recuperar esse espaço privilegiado que dá acesso à Ilha e a Igreja da Boa Viagem, criando mais uma oportunidade de lazer e convivência na cidade. A ponte tem mais de 50 anos, tem problemas na estrutura. Está condenada pela Defesa Civil há mais de 15 anos”, disse Neves.

Atualmente a Ilha é aberta nos quartos domingos de cada mês. Ela é administrada pelos escoteiros do 4º GEMAR Gaviões do Mar há quase 100 anos. O presidente do grupo, Andre Torricelli, conta que eles querem trabalhar em conjunto com a prefeitura.

“Nós já fizemos diversas propostas para iniciar parcerias, mas tanto prefeitura quanto empresas sempre querem nos retirar da ilha. Nossa sede está lá, muitos escoteiros do Brasil e do mundo utilizam aquele espaço. Temos local de acampamento, cursos, jogos e por aí vai. Não é justo sairmos dali”, acredita ele.

Quanto à abertura do local, ele explica que não é contra, mas não ocorre porque falta tempo aos escoteiros. “Uma vez por mês auxiliamos na missa e fazemos visitas guiadas. Mas temos outras atividades, não estamos disponíveis sempre”, falou.

Mas o que será dos lobinhos?

Além dos turistas, os próprios niteroienses ficam encantados com a beleza da Ilha. A analista judiciária, Lúcia Barros, de 50 anos, corre por ali nos finais de semana e é uma entre os admiradores. “Nunca entrei na ilha, mas estou me programando para ir até lá no quarto domingo do mês. É muito lindo. Sempre tem muitos turistas interessados”, contou.

Ela diz que a abertura do local seria ótima, mas se preocupa com a manutenção. “Não pode deixar largado”, defendeu.

E quanto à possível retirada dos escoteiros...“Sou contra. Amigos meus já me falaram que eles recebem super bem, fazem um ótimo serviço de guia. Não pode tirar eles dali”, completou.

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