Itacoatiara e Sossego estão concorrendo a selo internacional

Se as duas forem aprovadas, custarão R$ 7 mil anuais à prefeitura

Por O Dia

Niterói - As praias de Nikiti vão ter que mostrar mais que a beleza para ganhar o certificado de qualidade internacional Bandeira Azul. Itacoatiara e Sossego foram inscritas para receber o selo, que só é dado a costas que atendem a diversos critérios de educação ambiental, segurança e características da água.

Presidente da Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), Paulo Freitas destaca que o selo vem para elevar o nível do serviço e conservação dessas praias. “É algo como a escala de estrelas nos hotéis. A bandeira azul é a quinta estrela, o que há de melhor”, explica.

Bem reservada%2C a Praia do Sossego fica entre Camboinhas e PiratiningaMarina Rocha

Se as duas forem aprovadas, custarão R$ 7 mil anuais à prefeitura. Agora que foram inscritas, as praias terão dois anos para se adequar às normas do selo. Em Itacoatiara, a prefeitura já está elaborando projeto para instalação de banheiros e para tornar a praia acessível a deficientes. E no Sossego , onde o acesso é por uma leve trilha, o principal é manter areia e água limpas.

O presidente da Sociedade dos Amigos e Moradores de Itacoatiara (Soami), Luiz Otávio Ferreira da Silva, entende que não é a hora de investir em selo de qualidade, que há outras prioridades.

“Achamos que esta visibilidade irá atrair muita gente sem ter estrutura. Já recebemos muitos visitantes. Em fim de semana de sol não conseguimos nem sair e entrar do bairro. A gente sabe que o selo tem uma série de vantagens com relação ao meio ambiente, mas hoje queremos uma infraestrutura mínima de convivência”, aponta.

Paulo Freitas ressalta que o selo é uma forma de valorizar um patrimônio da cidade. “Estamos falando de um projeto de intensificação de preservação. Vamos atrair um turista consciente”, afirma.

De acordo com a coordenadora nacional do Bandeira Azul, Leana Bernardi, no estado do Rio, somente três praias do estado entraram para o programa até hoje: a carioca Prainha, e outras duas de Rio das Ostras.

“Após a aprovação são realizadas visitas regulares de inspeção e a praia é reavaliada anualmente. Também é aberto um canal de comunicação com a comunidade e usuários da praia que podem fazer denúncias e sugestões para a melhora na qualidade”, diz Leana.

É COISA FINA

O selo já está presente em 49 países do mundo. Mas não é simples e nem rápido conseguir ser um Bandeira Azul. A praia tem que passar pelo crivo de júris nacional e internacional, que verificam os 34 critérios que devem ser atendidos.

“De forma resumida, uma praia Bandeira Azul deve ser própria para o banho, deve possuir acessos e infraestrutura de apoio adequados e seguros, deve promover educação ambiental e seu ordenamento deve atender a legislação nacional”, ressalta a coordenadora nacional, Leana Bernardi.

E os frequentadores também saem ganhando. “Eles passam a contar com a regularidade nos serviços gerais e de segurança e têm garantida a manutenção da qualidade da infraestrutura e equipamentos. Adicionalmente, comportamentos inadequados, como vandalismo e lixo na praia, passam a ser combatidos através de ações de educação ambiental”, completa Leana.


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