Por marina.rocha
Publicado 28/11/2015 16:25 | Atualizado 28/11/2015 16:28

Niterói - Na última semana, moradores da Zona Norte à Zona Sul, além da Região Oceânica, sentiram bem as consequências das fortes chuvas na cidade. Foram muitas ruas alagadas, dificultando a vida de pedestres e carros, o que já causa certa preocupação no niteroiense: como vão enfrentar o verão, estação em que é comum a ocorrência de temporais?

Engenheiro civil especialista em recursos hídricos, Elson Antônio do Nascimento explica que o problema é comum em grandes áreas urbanas e que a solução é investir na ampliação e manutenção de galerias. “Em Niterói já foi visto em estudos que chuvas acima de 40 mm em 24 horas causam inundação e deslizamento de encosta. O que é comum no verão, que tem chuvas com volume até 100 mm”, afirmou.

Avenida Roberto Silveira%2C a principal via de Icaraí%2C ficou completamente inundadaReprodução Internet

O administrador de empresas, Vinícius Moço de Lima, de 28 anos, mora na Rua Henrique Castrioto, na Engenhoca, e diz que por ali as enchentes estão cada vez piores. “É uma região que não tem limpeza regular de rios e canais. Toda vez que chove forte a gente tem que colocar uma madeira no portão que serve como barreira para a água não entrar. E quando alaga não tem como sair na rua, a água fica com mais de um metro de profundidade, já vi até ambulância boiando”, contou.

Em Icaraí, a Rua Presidente Backer foi uma que ficou impraticável. “É sempre assim. Só dá pra sair se for nadando. A gente vê que a prefeitura só manda o pessoal para fazer a limpeza dos bueiros depois que alaga, eles tinham que fazer isso antes, para amenizar a situação”, disse a moradora da via Caroline Barbosa, 20.

A prefeitura informou que há monitoramento das condições climáticas e tem todo um plano de ação quando há previsão de chuvas mais intensas e que realiza periodicamente a limpeza de todos os rios, canais, caixas de passagem e ralos em toda a cidade.

“O maior problema está relacionado à grande quantidade de chuva em curtos espaços de tempo. Tem ainda a questão do lixo urbano que, quando não descartado de forma correta, obstrui as tampas dos bueiros, reduzindo a capacidade de vazão. Além disso, cabe lembrar que boa parte de Niterói foi construída numa região de brejo como a Roberto Silveira”, esclareceu por meio da assessoria de imprensa.

Ainda segundo a prefeitura, os pontos mais críticos de alagamento da cidade são Avenida Roberto Silveira, em Icaraí, Alameda São Boaventura, no Fonseca, e Avenida Central, em Itaipu. E quando o assunto é deslizamento, são 25 áreas de risco monitoradas pela Defesa Civil e existe um plano de evacuação que prevê o acionamento das sirenes do sistema de alerta e alarme. “Nos últimos três anos foram realizadas 40 obras de contenção de encostas, com investimento de R$ 40 milhões, e a previsão é que sejam feitas outras 40 até o fim do ano que vem”, destacou a prefeitura em nota.

Combate ao mosquito

Outra preocupação que ganha força com a temporada das chuvas é o aumento da reprodução do mosquito da Dengue, por conta das poças d'águas formadas. É melhor ficar de olho em locais que podem ser abrigos de água parada.

Quem estiver precisando da ajudinha de um profissional pode acionar o Disque Dengue. O 2621-0100 tem atendimento exclusivo para solicitação de visitas dos agentes de endemias e para denúncias de casas abandonadas, terrenos com lixo acumulando água, entre outros possíveis focos do mosquito da dengue.
O atendimento está disponível de segunda à sexta-feira, das 8 às 17h, e sábados e domingos, das 9 às 14h.

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