Franciscanas... estão no meio de nós

Toca de Assis, no Ingá, abriga doze freiras de todo o Brasil

Por O Dia

Niterói - Uma construção antiga com lindas paredes de azulejos portugueses, no Ingá, é o lar das freiras do convento Toca de Assis. Por ali moram 12 mulheres de diversas partes do Brasil que deixaram luxo e desejos de lado para seguir a vida religiosa.

Semanalmente as imãs realizam trabalhos de caridade com moradores de ruaJoão Laet / Agência O Dia


Tendo São Francisco de Assis como patrono, elas realizam trabalho com moradores de rua. É sempre uma vez por semana, intercalando entre a Pastoral de Rua - quando saem sexta à noite com comida, água e roupas para doar -, e o projeto Bom Samaritano - que aos sábados, recebe cerca de 20 sem-tetos na Igreja Nossa Senhora da Conceição para fazer a higiene pessoal. E aceitam doações de todos os tipos.

Ao chegar na casa das franciscanas somos recebidos com muito carinho, simpatia parece ser pré-requisito básico para ser uma freira. “Precisamos ter um rosto de Jesus em meio a esse mundo atual”, explicou a irmã superiora Bernadete.

As atividades da casa são divididas. A rotina, é claro, é cheia de orações, tem até uma capela dentro do convento. Elas também têm tempo para ginástica, assistir televisão e acesso à internet.

O que ainda parece ser uma curiosidade para todos é o hábito (roupa religiosa tradicional), que chama atenção nas ruas da cidade. Na Toca de Assis, uma freira é mudada de convento em média a cada três anos, para encarar novas missões. A irmã Nínive, por exemplo, está por aqui há três meses. “Estou gostando bastante de Niterói, o povo é muito atencioso e acolhedor”, destacou.

Ela relembra ainda como foi tomar a decisão de ser freira, há 14 anos. “Não foi fácil. Eu namorava e jogava handebol quando senti o chamado. Relutei por uns dois anos até aceitar. Muito amigos falavam que eu estava doida, mas não é. A verdade é que eu encontrei um amor muito maior que tudo”, contou.

Mas para chegar a ser freira, é preciso passar por uma formação de cinco anos. A baiana Larice Ribeiro, de 20 anos, está na etapa conhecida como ‘vocacionada’, quando conhece mais de perto como é a vida religiosa para ter certeza de sua decisão. “Não é falta de opção, é uma opção. É uma decisão que temos que tomar diariamente, uma resposta minha para Jesus”, afirmou.

Segundo as irmãs, somente na Toca de Assis, cerca de dez meninas entram para a vida religiosa a cada ano. E, atualmente, 60 aspirantes a freira estão sendo acompanhadas em todo o Brasil.

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