Por leandro.eiro

Rio - Agora é lei: os automóveis fabricados no Brasil desde o dia 1º de janeiro deste ano devem sair de fábrica equipados com airbag duplo (um para o motorista e outro para o carona) e freios ABS (que evitam o travamento das rodas). Ambos devem constar dos equipamentos de série do veículo, em hipótese alguma podem ser oferecidos como opcionais. Vale ressaltar que as concessionárias ainda podem ter em seus estoques modelos do ano passado - estes, uma vez sem os itens, ainda podem ser vendidos.

Carros com airbag e freios ABS podem salvar vidasDivulgação


A inclusão destes sistemas de segurança é de extrema importância para prevenir acidentes e salvar vidas. Mas como funciona cada um deles?

Freios ABS

O 'anti-lock braking system', o nome por extenso do freio ABS, é um recurso que proporciona mais segurança na frenagem em comparação com um sistema comum. Sua principal função é evitar o travamento total das rodas, permitindo que o veículo tenha aderência e pare mais rápido e ainda proporciona ao motorista mudar a trajetória do carro enquanto freia.

O sistema é formado por sensores de rotação, válvulas, bomba de pressão e uma unidade controladora. Os primeiros monitoram o comportamentos das rodas prevendo quando elas podem travar. As válvulas e a bomba são responsáveis pela pressão no freio, operando sob gerenciamento da unidade controlada. Esta última interpreta a leitura dos sensores e controla a desaceleração das rodas através das válvulas, individualmente, mantendo os pneus no limite antes do travamento - tudo isto feito em frações de segundo.

Quando em ação, os freios ABS provocam uma pulsação no pedal do freio, dada pela rápida abertura e fechamento das válvuas, efeito normal - nesta situação mantenha o pé pressionado. Na prática, o veículo para mais rápido, mantém a aderência e permite controle de trajetória. O sistema fuciona até em superfícies escorregadias.

Freios ABS garantem frenagens mais eficientes%2C proporcionando segurança até em pisos escorregadios.Reprodução Internet


Airbag

Criado na década de 80, o airbag é uma bolsa inflável que, no momento de uma batida, se infla em milésimos de segundo para proteger os ocupantes de um veículo. Com o avanço da indústria automotiva, já foram criados diversos tipos de airbags - a partir deste ano, os veículos nacionais devem estar equipados pelo menos com o duplo frontal (para proteger o motorista e o carona).

Vale ressaltar que o airbag não inutiliza o uso do cinto de segurança, pelo contrário, ele é um sistema complementar. Durante uma colisão, o cinto evita a projeção dos ocupantes contra o painel do veículo. Parte da pressão exercida sobre o corpo nesse momento é aliviada pelo airbag, que absorve essa força e evita danos maiores aos ocupantes.

Três partes compõem o airbag. A bolsa inflável é a primeira, feita de um plástico especial com sulcos, armazenada dentro do volante ou no painel do automóvel (frontal carona). Um sensor na dianteira do veículo detecta uma força capaz de amassar a estrutura, caso de uma batida, e emite um sinal elétrico acionando o sistema de inflação, que libera um pulso de gás capaz de provocar a inflação instantânea das bolsas. Cerca de um segundo depois, ela começa a esvaziar, para não ferir ou atrapalhar o ocupante - por isso os orifícios.

Segundo estudo feito em 2008 pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI Brasil), se todos os carros envolvidos em acidentes no Brasil tivessem airbag, o dispositivo poderia ter salvado 3.426 vidas entre 2001 e 2007. Cerca de 71 mil pessoas não ficariam feridas, uma economia de R$ 2,2 bilhões segundo a instituição.

A bolsa inflável trabalha em conjunto com o cinto de segurançaReprodução Internet


Você pode gostar