Por leandro.eiro

Rio - Dizer que determinado objeto é de plástico nos faz pensar que se trata de um material de má qualidade? A resposta é não.

Carros com perfil aventureiro usam adereços de plásticoDivulgação


Por muito tempo associamos o plástico como inadequado para dar forma a boa parte dos objetos. A indústria tem mostrado que não. Nos carros, a presença do material cresce exponencialmente com o passar do tempo. Com a necessidade de veículos mais econômicos e menos poluentes, além de buscar redução de peso, sua versatilidade, estética e facilidade de processamento têm contribuído para sua proliferação em diversas partes onde antes reinava o metal.

Sua aplicação começou no exterior dos veículos, como nas calotas e para-choques. Em veículos com apelo aventureiro, boa parte dos apliques temáticos são constituídos do material. No interior, sua facilidade para moldar formas diversas foi fundamental para ganhar mais espaços. Painéis inteiros, console, suporte para o cinto e acabamento diversos são feitos em plástico.

Nem a alta temperatura dos motores é problema hoje em dia para o componente. Protetor de cárter, dutos de ar, tampas e galerias de combustível são feitas do material em boa parte dos propulsores. O plástico ainda pode proporcionar um design melhor para estas peças, tornando a aparência mais atraente, e, portanto, preferido ante ao metal.

Painéis em plástico permitem criar novas formasDivulgação


Com custo mais em conta, a presença do plástico aumenta nos veículos enquanto que o aço vai saindo de cena. Uma troca que resulta em boa ‘dieta’, pois os 44 kg do material substituem 350 kg da liga, em média. Os automóveis europeus já estão atingindo a casa dos 100 kg do componente nos carros.

E, para finalizar, há ainda a contribuição na segurança: mais flexível, absorve melhor o impacto em hipótese de colisão. Hora de rever nossos conceitos sobre o plástico.

A tecnologia permitiu que o plástico chegasse aos motores. O material resiste as altas temperaturasDivulgação


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