Um pernambucano chamado Jeep

O nordeste se reinventa, como sempre, com a moderna fábrica que produz o Jeep Renegade

Por O Dia

Rio - Badalado, babado e fotografado um milhão de vezes, o Renegade nacional finalmente chega ao planeta Brasil, vindo de Goiana, PE, onde foi inaugurada uma fábrica especial para ele. Com 270 mil m² a planta de Goiana resume o melhor da Fiat e da Chrysler em processos produtivos.

Na passagem sobre os troncos e na rampa%2C o SUV compacto mostra aptidões adequados aos padrões superexigentes da marcaMarcellus Leitão / Agência O Dia


Mas, esta não é exatamente a primeira vez que o Jeep é montado no Brasil. Em 1950 houve um CKD no Rio, tocado pela Gastal, com partes semi-prontas vinda de Toledo, Ohio. Depois a Ford fabricou o guerreiro e derivados (F-75) com motor do Maverick, caixa de transferência e reduções do original. Até uma Belina e uma Pampa, ambas 4X4 Jeep foram lançadas, mas estas devem ser esquecidas. Com o Renegade a marca vira uma página e entra forte na briga por um segmento que só cresce, ainda mais aqui no Brasil.

O ícone voltou

A marca Jeep foi de vários grupos e manteve o assédio pontual ao Brasil até ser comprada pela Fiat, que formou a FCA e, respaldada pelo crescimento exponencial do mercado de SUVs, lança o Renegade, como a cereja do bolo do mercado nacional.

O velhinho 51 acima é o meu próprio Jeep%2C com placa do HawaiiMarcellus Leitão / Agência O Dia


Amparada pela imensa imagem de robustez e pelo inconsciente coletivo que vê imagens de Jeep desde sempre (aliás, o velhinho 51 acima é do meu próprio Jeep, com placa do Hawaii e residente em Nova Friburgo, RJ). Este veterano confirma a robustez ao tracionar e reduzir até hoje, com 350 quilos de cimento na ‘caçamba’. Carro macho mesmo.

O espírito Jeep foi preservado no Renegade que, a despeito de oferecer uma versão baratinha, tração dianteira, para as dondocas passearem na av. Atlântica, tem, na topo de linha Trailhawk um motor turbodiesel 2.0 com câmbio automático de nove marchas e muita disposição, como vimos nos testes oferecidos no Rio e em Niterói, no lançamento, ontem. A velha ‘capability’ Jeep está lá, até no preço, que será de surreais $ 117mil para a versão turbodiesel Trailhawk 4X4. O de entrada, Sport, com três configurações começa com motor 1.8 E-Tork Fiat e câmbio manual de seis marchas por R$ 70 mil. Pode ser automático, também de seis marchas e tração dianteira por R$ 76 mil ou diesel 4X4 auto 9 por R$ 100 mil. Há ainda duas versões Longitude, entre R$ 81 mil e R$ 110 mil, esta 4X4 diesel.

Acabamento do modelo tem esmeroDivulgação


No pacote excelente acabamento, muito conforto, opções diversas de cores e personalização, além de conectividade e diversão. É um carro único e exclusivo, que irá com certeza perturbar o seu mercado.

Faltando o tradicional

A marca anunciou ainda, durante o confuso evento de lançamento que envolveu test-drive no Aterro engarrafado e travessia de barca até Niterói para o uso dos 4X4 em Maricá, o lançamento de uma versão mais acessível, esta sim de entrada, por R$ 67 mil. É de se esperar equivalência à Sport 1.8 flex e câmbio manual, tração dianteira e menos equipamentos e tecnologia.

Traseira do Renegade%2C com lanternas inspiradas no ‘X’ do galão de gasolina Divulgação


Mas a marca esqueceu-se do jipeiro clássico e rude, que gosta mais da capacidade de chegar a lugares impossíveis do que qualquer conforto. Faltou uma versão 4X4 despojada, com rodas de ferro, mesmo que flex, sem telas touch ou acabamento de luxo com custo mais acessível. Este é um nicho que, por enquanto, só o Duster 4WD vai continuar explorando.

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