Aécio Neves comandará o ninho dos tucanos

Senador mineiro é eleito presidente do PSDB de olho na disputa pelo Planalto em 2014

Por O Dia

Brasília - Em clima de campanha, o candidato à presidência em 2014 e senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi eleito ontem presidente nacional do partido, durante convenção dos tucanos em Brasília. Aécio não poupou críticas ao PT. O senador exaltou o legado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Cerca de 4 mil tucanos compareceram ao evento. O senador foi eleito por 521 dos 535 delegados e comandará os tucanos por dois anos.

O senador Aécio Neves ressaltou o legado deixado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso%2C que se emocionou durante a convenção tucanaDivulgação

Repetindo por diversas vezes que “política e ética podem caminhar juntas”, Aécio disparou principalmente contra a área da Educação do atual governo. Ele afirmou que na época em que FHC governou (1995-2002), foi universalizado o acesso às escolas. “País rico é país com educação”, disse Aécio, contrapondo o slogan do atual governo federal: “País rico é país sem pobreza”.

Ele ressaltou os ganhos do Plano Real, dizendo que foi o “maior programa de transferência de renda” do país, e acrescentou que o DNA do PSDB “está em todos os programas de transferência de renda reunidos no Bolsa Família”.

Entre os líderes presentes à Convenção Nacional do PSDB estavam o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ex-governador José Serra.

Fernando Henrique e Serra participam da convenção

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quase disse a correligionários que chorou ao perceber nos discursos que o antecederam a valorização de seu governo. “Vimos aqui que há uma vontade muito grande de renovação que não joga fora o passado”, disse.

FHC afirmou que o PSDB precisa se aproximar do povo. A reflexão, embora não seja nova, foi reforçada com ênfase pelo ex-presidente. “O PSDB tem de estar próximo do povo, Aécio”, afirmou ao se dirigir ao novo presidente do partido.

Em seu pronunciamento, José Serra disse nunca ter colocado a paixão à frente da razão nas decisões políticas. “Nas grandes decisões que já tomei na vida pública, nunca coloquei, nunca pus, não ponho e não porei as paixões à frente da razão”. Assim como seus correligionários, Serra criticou o governo do PT.

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