Alckmin chama protesto contra aumento de passagens de 'baderna'

O governador de São Paulo viajou a Paris, mas afirmou que está acompanhando as manifestações

Por O Dia

São Paulo - "Não vamos deixar que se confunda baderna com direito à livre manifestação", publicou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em sua conta no Twitter nesta quarta-feira. Ele se referia aos protestos, que aconteceram em São Paulo, contra o aumento das passagens de ônibus e metrô. As tarifas passaram de R$3 para R$3,20.

O governador não se encontra no Brasil. Alckmin viajou a Paris para presentar a canditatura da cidade de São Paulo como sede da Expo 2020. Mesmo longe, ele afirmou que está acompanhando as manifestações de São Paulo. "É dever da polícia preservar a integridade das pessoas, o direito de ir e vir, o patrimônio público, e agir quando há vandalismo e baderna", afirmou Geraldo Alckmin se referindo a constante atuação da Polícia Militar.

Civis protestam contra o aumento das passagens de ônibus e de metrôEfe


Desde que o aumento foi implementado, no início do mês, já ocorreram três protestos. Durante a terceira manifestação, que aconteceu na noite de terça-feira, 20 pessoas foram presas. A Tropa de Choque atirou contra os manifestantes bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, deixando muitos feridos.

O promotor da Justiça Maurício Ribeiro Lopes vai levar ao governador e ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, uma proposta que visa a redução da tarifa do trasporte público. Ele sugere que o preço dos bilhetes volte a R$3. Os representantes do Movimento Passe Livre, satisfeitos, afirmaram que se a proposta for aceita, eles farão um "ato de comemoração" em frente ao Theatro Municipal.

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