Cabral e Pezão recebem caravana de Rodrigo Neves

Governador promete ajuda a cidades administradas pelo PT

Por O Dia

Rio - Avança a caravana do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PT), em prol da “união” do PT com o PMDB no estado — leia-se crítica à antecipação da pré-candidatura do senador Lindbergh Farias (PT) ao governo. Rodrigo e outros nove prefeitos do PT fluminense almoçaram ontem com o governador Sérgio Cabral (PMDB); o vice-governador Luiz Fernando Pezão, pré-adversário de Lindbergh; e parte do primeiro escalão de Cabral.

Dos 10 prefeitos — do total de 11 —, dois “quiseram mostrar trabalho e puxaram o saco do Pezão”, entregou um chefe do Executivo pró-Lindbergh. Todos saíram com a promessa de que Cabral vai dar uma força com relação aos principais problemas das cidades, mas não houve promessas nem de valores nem de obras específicas.

Porta-voz do “coletivo de prefeitos do PT”, Rodrigo garantiu que o tumulto na aliança com o PMDB no Rio não foi pauta do almoço, nem a ajuda de Cabral foi condicionada a apoio a Pezão. Mas admitiu que o anfitrião “fez uma avaliação do quadro nacional e ressaltou a importância dessa união”.

Os dois secretários do PT, Carlos Minc (Ambiente) e Zaqueu Teixeira (Assistência Social e Direitos Humanos), foram à reunião. A próxima com Cabral será em setembro.

Prefeita de Conceição Macabu perde a calma em reunião do PT do Rio

Antes de se encontrar com Cabral, os prefeitos se reuniram com o presidente regional do PT, Jorge Florêncio.

Sob o argumento de que a regional toma decisões políticas sem levar em conta a opinião e as necessidades de municípios do interior, a prefeita de Conceição Macabu, Lídia Mercedes, a Tedi, perdeu a calma e chorou enquanto desabafava.

“Ela é assim. Ela chora”, disse um colega petista. “Sou muito sensível. Choro com muita facilidade”, reconheceu a própria Tedi ontem à noite. Aparentemente tranquilo, Florêncio foi direto. “Tem uma decisão do partido que é para ser seguida”, disse, também à noite, referindo-se à pré-candidatura de Lindbergh.

P.S.: Falei ontem que iria dar um grito se mais alguém do PT dissesse que essa mobilização de prefeitos não tem “cunho político”. Mas, como sabemos, minha palavra vale tanto quanto à de quem diz que não está pensando em política este ano.

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