Por helio.almeida

São Paulo - Acostumados a comandar as maiores manifestações do País por décadas, os petistas foram impedidos com violência de agitar suas bandeiras vermelhas nesta quinta-feira na avenida Paulista. A participação do partido da presidente Dilma Rousseff no ato em comemoração pela revogação do aumento nas tarifas de transporte terminou em briga e uma saída às pressas, quase uma fuga no meio da multidão. Partidários do PSTU, PC do B, PCR e PSOL também foram hostilizados, mas os petistas foram os principais alvos.

Militantes do PT foram hostilizados durante toda a marcha. Alguns dos manifestantes anti-petistas eram pessoas do povo indignadas com escândalos de corrupção, inflação ou simplesmente com o fato de um partido político tentar capitalizar um protesto popular.

Um pequeno grupo, no entanto, tinha o objetivo claro de provocar, agredir e ameaçar os petistas. Alguns eram carecas, musculosos e extremamente agressivos. Um homem usando máscara e capacete de motociclista chegou a sacar um cassetete. Outro portava um taco de hóquei.

“Não existe revolução sem violência. Na revolução francesa teve, na revolução de 1964 também teve”, disse o homem que carregava o cassetete.

Apesar do chamado feito na véspera pelo presidente nacional do partido, Rui Falcão, o partido não conseguiu mobilizar mais de 150 militantes para o ato na paulista. Muitos deles eram velhos militantes.

Você pode gostar