Por julia.amin

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quinta-feira o requerimento para a criação da CPI dos Transportes, que pretende investigar os contratos das empresas de transporte público na capital paulista. Com apoio de 40 vereadores, a comissão será presidida por Paulo Fiorilo (PT), autor da proposta aprovada e integrante da base aliada do prefeito Fernando Haddad.

Outros dois pedidos de CPI dos Transportes foram apresentados pela oposição, mas não obtiveram apoio suficiente: um do vereador Ricardo Young (PPS) e outro de Paulo Frange (PTB).

Na quarta-feira, o governo enfrentou dificuldades em articular contra a abertura de uma terceira comissão, dentro do próprio PT e entre parlamentares da Frente Parlamentar Cristã, insatisfeitos com os vetos de Haddad a um projeto que flexibilizaria a concessão de alvarás para templos religiosos. Mas após uma reunião com o prefeito, integrantes da frente recuaram.

Em resposta aos protestos, Haddad afirmou que vai suspender a bilionária licitação dos ônibus da cidade , a maior da história da Prefeitura de São Paulo. Ele fez o anúncio em entrevista ao programa SPTV da TV Globo. O custo da nova licitação, que valeria por até 15 anos, era de R$ 46,3 bilhões.

Dezenas de funcionários de cooperativas de ônibus foram pressionar nesta quinta-feira os vereadores para a abertura da CPI. Por volta das 14h30, eles exibiam faixas e bloqueavam duas das três faixas do Viaduto Jacareí, na Bela Vista, no centro da capital paulista, onde fica a Câmara.

Segundo o gerente operacional da cooperativa Cooperpan, Celso Ribeiro de Oliveira, as cooperativas apoiam a investigação porque, segundo ele, "o dinheiro do transporte vai todo para os empresários e é preciso detalhar como a Prefeitura faz para dividir o dinheiro". Ele disse que, mesmo sendo uma CPI governista, a investigação pode ajudar a população a entender melhor o sistema e cobrar mudanças. Integrantes do Movimento Passe Livre também foram à Câmara para pedir a abertura da CPI.

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