Ativistas nas ruas da Bahia e São Paulo

Manifestantes cobram, em tom pacífico, transporte público de qualidade e moradias, além de criticar a violência

Por O Dia

Salvador e São Paulo - Cidade que recebeu a disputa pelo terceiro lugar da Copa das Confederações, Salvador viveu ontem mais um dia de manifestações. Cerca de 400 ativistas do Movimento Passe Livre (MPL) local cobraram a redução no preço das passagens e melhorias nas condições do transporte público.

O ato transcorreu pacífico, sem quaisquer incidentes, entre o bairro do Campo Grande e a Fonte Nova. Como o estádio estava isolado por um cordão de policiais militares, os ativistas desistiram de ‘furar’ essa barreira e dispersaram pouco depois, perto do hotel onde estavam hospedados dirigentes da Fifa.

Enquanto isso, em Taboão da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, aproximadamente mil pessoas chegaram a bloquear por alguns minutos a Rodovia Régis Bittencourt. Com receio, a administração de um shopping no município preferiu fechar as portas. Foras duas reivindicações: transporte de melhor qualidade e mais moradias. Não houve confrontos com a PM. Na Zona Oeste da capital paulista, dois protestos reuniram 500 pessoas contra a violência.

Sem data para desocupar

A ocupação da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte (MG) será mantida por tempo indeterminado, decidiu ontem o grupo que ocupa o hall da Casa desde sábado. Os ativistas, que exigem transporte público mais barato, afirmam que só deixarão o local após serem recebidos pelo prefeito Marcio Lacerda (PSB). Representantes do governo municipal estiveram na Câmara para conversar com os jovens e sinalizaram com a hipótese de que a data do encontro seja definida hoje.

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