IDHM do país aumenta 47,5% de 1991 a 2010

São Caetano do Sul (SP) tem melhor desenvolvimento humano municipal

Por O Dia

Brasília - Em quase duas décadas — de 1991 a 2010 —, o Brasil teve crescimento de 47,5% no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), passando de “muito baixo” (0,493) para “alto” (0,727) — 1,0 é a nota máxima. Os dados constam do Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil 2013 — divulgado ontem —, onde a cidade de São Caetano do Sul (SP) é a campeã do ranking, com 0,862. Melgaço (PA) é a última colocada, com 0,418.

O Ranking do IDHMArte%3A O Dia

O Atlas é feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro. Foram utilizados dados dos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010 — o que não inclui, portanto, o governo da presidenta Dilma Rousseff. O cálculo do IDHM leva em contra três indicadores de desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda. No período analisado, a educação foi o fator que mais cresceu (128,3%), mas foi o que recebeu a nota mais baixa: 0,637. O estudo detectou que a renda mensal per capita no Brasil aumentou de R$ 447,56 para R$ 793,87, e a expectativa de vida do brasileiro passou de 64,7 anos para 73,9.

O IDHM tem cinco faixas: muito alto desenvolvimento humano (de 0,8 a 1); alto desenvolvimento humano (de 0,7 a 0,799); médio desenvolvimento humano (de 0,6 a 0,699); baixo desenvolvimento humano (de 0,5 a 0,599); muito baixo desenvolvimento humano (de 0 a 0,499).

As cidades com índices iguais aparecem na mesma colocação, e a sequência numérica ‘pula’ para dar lugar ao município imediatamente inferior. Por exemplo: Vitória (ES) e Balneário Camboriú (SC) estão empatadas em quarto lugar, com IDHM de 0,845. Logo abaixo, com IDHM de 0,840, Santos (SP) está oficialmente em sexto lugar no ranking nacional.

Niterói, com IDHM de 0,837, foi a única cidade do Estado do Rio de Janeiro a ficar entre os 10 primeiros lugares — 7º. A capital fluminense ficou em 45º (0,799), abaixo de São Paulo, que ficou em 28º (0,805). Brasília ficou em 9º lugar, com 0,824.

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