Por helio.almeida
Publicado 01/08/2013 13:19

Dois membros da banda Gurizada Fandangueira serão ouvidos nesta quinta-feira, sobre a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria (RS), que resultou em 242 mortes no incêndio ocorrido no dia 27 de janeiro de 2013, no estabelecimento onde o grupo se apresentava. Segundo as investigações, o incêndio começou com uma apresentação pirotécnica durante o show da banda.

Amigos de vítimas de incêndio na boate Kiss clamam por justiça Diego Valdevino / Agência O Dia

O baterista Eliel Bagesteiro de Lima e o guitarrista Rodrigo Lemos Martins vão relatar o que viram na noite da tragédia. Até agora, 48 clientes e ex-funcionários da boate já prestaram depoimento. Desde junho, sobreviventes do incêndio participam dos depoimentos do processo criminal. Uma reconstituição do incêndio deve ser feita até o final do ano.

Outra audiência está marcada para 19 de agosto, onde serão ouvidas outras vítimas, assim como o gerente da casa noturna, Ricardo de Castro Pasche, considerado uma das vítimas mais importantes do processo. Ele chegou a ser indiciado por homicídio pela Polícia Civil, mas a denúncia foi arquivada pelo MP.

Indiciamentos

São réus no processo criminal, por homicídio e tentativas de homicídio, Elissandro Spohr (Kiko) e Mauro Londero Hoffmann, sócios da Kiss; Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira e Luciano Bonilha Leão, produtor da banda.

O inquérito policial indiciou 16 pessoas criminalmente e responsabilizou outras 12. Já o MP denunciou oito pessoas, sendo quatro por homicídio, duas por fraude processual e duas por falso testemunho. A Justiça aceitou a denúncia. Com isso, os envolvidos no caso viram réus e serão julgados.

Conclusões

Até agora, as conclusões da investigação são: O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso no palco; As faíscas atingiram a espuma do teto e deram início ao fogo; O extintor de incêndio do lado do palco não funcionou; A Kiss apresentava uma série das irregularidades quanto aos alvarás; Havia superlotação no dia da tragédia, com no mínimo 864 pessoas; A espuma utilizada para isolamento acústico era inadequada e irregular; As grades de contenção obstruíram a saída de vítimas; A casa noturna tinha apenas uma porta de entrada e saída; Não havia exaustão de ar adequada, pois as janelas estavam obstruídas.

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