Por bferreira
Publicado 07/08/2013 01:38

Brasília - Uma das bandeiras das manifestações de rua em junho e julho, a reforma política tem o apoio da maioria da população. É o que revela pesquisa do Ibope divulgada ontem em que 85% dos entrevistados se disseram favoráveis à reforma, sendo que 84% querem que as mudanças valham já para as eleições do ano que vem. Ainda segundo levantamento, 92% querem que as alterações aconteçam através de projeto de lei de iniciativa popular. O tema está em análise no Congresso há mais de vinte anos.

O levantamento foi encomendado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), integrado por 51 entidades, entre as quais Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). De acordo com a pesquisa, 78% também não aprovam que empresas façam doações às campanhas. Além disso, 80% defendem a imposição de limites de gastos para uso em propaganda. Para 90%, a pena para caixa 2 deve ser mais rigorosa. A pesquisa foi feita com 1.500 pessoas, maiores de 16 anos, entre 27 a 30 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou menos.

Em resposta às ruas, a presidenta Dilma Rousseff acenou com um plebiscito para definir a reforma política, mas a proposta dividiu o Congresso. Ontem, senadores anunciaram que começam a votar semana que vem alguns pontos da reforma. Mas para ter validade em 2014, é preciso que as alterações sejam votadas até outubro.

Oito anos de prisão a caixa 2

A pesquisa dá força à campanha do MCCE que coleta assinaturas para projeto de lei próprio sobre a reforma política. A proposta prevê, entre outros, pena de até oito anos de prisão para caixa 2, fim do financiamento de campanhas por empresas privadas e eleição para o Legislativo em dois turnos — no primeiro, para escolher partidos e no segundo, candidatos. “Temos que aplicar com rigor a ficha limpa e punir severamente a compra de votos nesse país”, afirmou Marcus Vinicius Coelho, presidente da OAB. Para ser votado no Congresso, projeto precisa de 1,6 milhão de assinaturas até dia 28.

Você pode gostar

Publicidade

Últimas notícias